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Archive for maio \30\UTC 2007

Acabei de receber a dica da Apsara, minha irmã (que link eu coloco para você, minha linda?) de que já saiu no YouTube um vídeo da reunião que encerrou a mobilização feita ontem em prol do Teatro Oficina Perdiz, que estava ameaçado de demolição (mais uma vez).

Sem mais enrolação (ão ão ão!), segue o vídeo:

Viram o vídeo?

Como vocês podem ver, esta foi uma vitória importante mas ainda há muita luta pela frente. Fiquem ligados aqui no Caderno do Cluracão, e na comunidade do Teatro Oficina Perdiz no Orkut, para serem informados dos próximos andamentos da luta em defesa deste pitoresco e importante teatro.

Acho particularmente importante dar atenção às tais denúncias de acumulação de entulho e de “bichos e escorpiões” que grassariam nestes mesmos. Serão verdadeiras? Serão ataques anônimos de má fé contra o teatro? As duas coisas? Para o povo do Perdiz, fica o toque para que fiquem ligados nisso.

Por hora, parabéns a todos que participaram direta ou indiretamente desta etapa da mobilização em prol do teatro. Estamos todos de parabéns.

Boa sorte ao Perdiz e eu fantabuloso Teatro, e aos artistas da minha terra, e à Cultura de Brasília e do Brasil. Segue a saga.


UPDATE:
O João Arnolfo do viaecologica.com também fez e publicou um vídeo sobre a defesa do Teatro Oficina Perdiz (dica do Technorati):

(curiosamente, até um blog russoecoou este vídeo)

Enquanto isso o blogue da Rádio Livre RalaCoco 101.3FM, da Universidade de Brasília (ô saudade!), também fez um post sobre a mobilização. A meu ver, os Dragões não tem nada a ver com o problema e não deveriam ser injustamente culpados (Salvem os Dragões!!!), mas o post é válido mesmo assim.

Eu eu continuo ligado história, e pronto para ajudar o Teatro Oficina Perdiz e os colegas da cultura de Brasília no que for possível…

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Acabei de receber a dica da Apsara, minha irmã (que link eu coloco para você, minha linda?) de que já saiu no YouTube um vídeo da reunião que encerrou a mobilização feita ontem em prol do Teatro Oficina Perdiz, que estava ameaçado de demolição (mais uma vez).

Sem mais enrolação (ão ão ão!), segue o vídeo:

Viram o vídeo?

Como vocês podem ver, esta foi uma vitória importante mas ainda há muita luta pela frente. Fiquem ligados aqui no Caderno do Cluracão, e na comunidade do Teatro Oficina Perdiz no Orkut, para serem informados dos próximos andamentos da luta em defesa deste pitoresco e importante teatro.

Acho particularmente importante dar atenção às tais denúncias de acumulação de entulho e de “bichos e escorpiões” que grassariam nestes mesmos. Serão verdadeiras? Serão ataques anônimos de má fé contra o teatro? As duas coisas? Para o povo do Perdiz, fica o toque para que fiquem ligados nisso.

Por hora, parabéns a todos que participaram direta ou indiretamente desta etapa da mobilização em prol do teatro. Estamos todos de parabéns.

Boa sorte ao Perdiz e eu fantabuloso Teatro, e aos artistas da minha terra, e à Cultura de Brasília e do Brasil. Segue a saga.


UPDATE:
O João Arnolfo do viaecologica.com também fez e publicou um vídeo sobre a defesa do Teatro Oficina Perdiz (dica do Technorati):

(curiosamente, até um blog russoecoou este vídeo)

Enquanto isso o blogue da Rádio Livre RalaCoco 101.3FM, da Universidade de Brasília (ô saudade!), também fez um post sobre a mobilização. A meu ver, os Dragões não tem nada a ver com o problema e não deveriam ser injustamente culpados (Salvem os Dragões!!!), mas o post é válido mesmo assim.

Eu eu continuo ligado história, e pronto para ajudar o Teatro Oficina Perdiz e os colegas da cultura de Brasília no que for possível…

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Chegou hoje, pelo correio, o esperado exemplar do livro O Dia do Descanso de Deus, de Adroaldo Bauer, o qual eu andava ansioso para ler na íntegra desde o momento que tive a chance de degustar-lhe os primeiros capítulos no Overmundo e no blogue do Adroaldo.

Segue um dedo da prosa do mano Adroaldo:

“(…)Sem erguer os cotovelos da madeira luzidia de um balcão tosco encerado por dúzias de mangas de flanela, brim ou panos de algodão cru ali escorridos, nem levantando os olhos de sob a aba do chapéu, Romão falou, ainda de costas, fitando o reflexo do desafiante num espelho enferrujado da prateleira de bebidas atrás do balcão:
– Valentia não é coisa que se cheire ou bebida barata que se arrota em boteco.
– Nem covardia! Urrou o cuera, no tom de desfeita, puxando da cintura uma pistola, disparando um tiro.
Um jorro de sangue descreveu leve curva por sobre o reflexo do homem no balcão até uma cruz efêmera formada pela sombra de ambos no assoalho. Romão percebera o sujeito às suas costas sacando uma pistola, girou felino o próprio corpo sobre os saltos da bota. Projetou veloz o fio da navalha. Riscou de vermelho, fora a fora, o pescoço do desafeto. Não se ouviu mais som qualquer, após o corpo desabar frouxo os costados no piso gasto do bar.(…)”

(trecho do primeiro capítulo de “O Dia do Descanso de Deus”)


Prometo falar mais sobre o livro tão logo terminá-lo.
Será uma deliciosa leitura, com certeza.

Valeu pela atenção e pelo rápido envio de sua obra, mano Adroaldo!

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Recebi hoje um gracioso comentário/email de Dora Nascimento, colega overmundana e atenciosa leitora, a respeito do fragmento do conto Samhain, publicado aqui no Caderno do Cluracão há uns tempos atrás.

Reproduzo abaixo, na íntegra, a encantada e encantadora missiva:

Samhain (fragmento) – quase uma fábula de sutil erotismo, que começa com um segredo em suspense e termina com um suspense segregado.

Foi assim:

O abri numa tarde quente de maio, num ciber-café lotado de adolescentes que jogavam aqueles games, todos infernalmente barulhentos.

“(…) Alma respirou fundo, parada frente à porta, mordendo os lábios.”.

Eu fechei os olhos e disse:

“Não dá pra ser agora”.

No final do expediente o escritório ainda era todo movimento, e no computador onde trabalho, voltei a abri-lo novamente.

Vozes, risadas, telefones tocando em alucinados e irritantes estilos…

Alma com a sua respiração em suspenso, uma história por acontecer…

Voltei a fechar, telefone para mim.

Pela terceira vez naquele dia eu o abri e imprimi.

Com ele impresso nas minhas mãos, estava segurando os papéis nas mãos, quando alguém me pediu para ir até a videoteca.

Dobrei-o adiando Alma mais uma vez, fiz o que me pediram, e fui embora dali o mais rápido possível.

E Alma lá, estática, respirando fundo, parada frente à porta, mordendo os lábios.

Peguei-o e guardei dobrado o suficiente para caber dentro da minha bolsa.

Na parada do ônibus, toquei nos papéis, cinco páginas guardavam a continuação de Alma. Fui para debaixo de um poste e retirei-o da bolsa, desdobrei os papéis, e lá estava Alma, à espera de que eu a deixasse soltar a funda respiração. Não, a luz de mercúrio do poste me ofuscava. Dobrei os papéis adiando tudo mais uma vez.

Dentro do ônibus, retirei novamente os papéis, e Alma já havia, em uma frase, passado toda aquela tensão dela para mim.

Desisti dali também.

Peguei o livro das “Fadas no Divã” – psicanálise boa e pura – e corri os olhos nele, mas só pensava em Alma e sua respiração suspensa e presa nos papéis e na minha demora em retornar à sua história que estava preste a acontecer.

A ansiedade faz tudo parecer uma eternidade, mas eu enfim cheguei em casa.

Aí fiz assim:

Larguei a ansiedade descuidadamente sobre o pufe gigante.

Tomei um banho, e me alimentei.

Ascendi um digestivo, um incenso e a luminária.

Retirei aqueles papéis da bolsa pela terceira e última vez naquela noite. Apaguei todas as luzes da casa.

Deitei no sofá-cama e finalmente o li, voltando a dar vida a Alma, que ainda continuava a morder os lábios numa suspensa e funda respiração.

Tenho agora duas impressões e uma constatação pretensiosamente minha.

1 – Alma, apesar do temor, entregou-se à excitação no instante em que “aproximou a mão muito levemente, incerta, da maçaneta…” e se assustou,

com a facilidade com que a porta se abriu ao seu desejo mesclado de temor, materializando aquela excitação dentro daquele quarto escuro.

Ela estava lá!

A incerteza dera abertura a uma frágil, mas firme convicção.

2 – Sméagan é um não humano – apesar de só descobrir isso na última frase – ainda assim, não havia descrição alguma de que fosse um humano normal. O tom tenso com que a história tem desde o início, é que deixa um sutil eco de anormalidade naquele encontro.

Depois quando o segredo é parcialmente revelado na última frase, ficou no ar do meu imaginário o que poderá vir a ser um não-humano.

Na minha cabecinha fabulosa pairaram elfos, faunos, gnomos, duendes…

O vi como um elfo.

E Alma – que agora eu via com mais nitidez dentro de formas imberbes de mulher que trás ainda latente sua sensualidade – firme na sua frágil certeza de querer se entregar a Sméagan, me diz:

“Ele nem sequer era humano (…)”.

Mas depois, Alma ficou me acalentando:

“Ao menos ele não é humano (…)”.

3 – Para mim – muito pretensiosamente individual essa minha opinião pode parecer, e é – o conto está findo.

Quando tu iniciaste a primeira frase com “(…) e fechou a última frase com (…)”, deixaste – ao menos para mim – todo um mistério a ser desvendado pelo imaginário do leitor.

Porque é um conto que tem um quê de fábula de sutil erotismo, e que começa com um segredo em suspense e termina com um suspense segregado.

L-I-N-D-O!

Um cheiro de manjericão adentrou por toda a casa, como uma confirmação.

P.S.:

1- Acho que se o conto for continuado, eu ainda não sei se vou querer ler.

Os personagens, às vezes, simplesmente se calam, se encerram, e se não os deixamos em paz, eles talvez voltem distorcidos. Salvo quando querem voltar à tona do imaginário do seu criador. Ai não tem jeito, tem que continuar.

Desculpe-me, mas eu jamais vou deixar de te dizer o que sinto e o que vem do meu agitado coração, mesmo que eu me arrependa no instante seguinte – e já tarde demais – após clicar em “enviar”.

A propósito, Sméagan me apareceu como um elfo desejável e amedrontador, e talvez por isso mesmo, ao menos sua alma, é humana.

2– Se puderes desculpar essas minhas levianas interpretações, basta me responder dizendo que sorriu.

3- Quando virei uma das páginas do caderno em que escrevia essa carta-comentário, subitamente me apareceu essa receita de “Pão Rápido”, que gosto de fazer para servir aos amigos:

“Receita de Pão Rápido”.

Ingredientes:

2/1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo especial (aquela sem fermento)

1 xícara (chá) de açúcar (da sua preferência, mascavo… etc)

1 colher (sopa) rasa de fermento comum (aqueles de bolo mesmo).

1 pitada de sal

1 xícara de castanha ralada (ou qualquer outro recheio que der na telha, uvas passas…)

1 copo (250ml) de leite (temperatura ambiente)

1 copo (250ml) de óleo (também da sua preferência, girassol…)

3 ovos inteiros ligeiramente mexidos (também em temperatura ambiente)

Modo de preparar:

Bom para fazer nas horas do dia em que o sol ainda está frio.

Se não tiver sol, antes do meio-dia.

Bater todos os ingredientes líquidos no liquidificador.

Numa tigela, adicionar todos os ingredientes secos.

Despejar o conteúdo liquido sobre o seco, pegar dois garfos e mexer delicadamente, até que tudo se torne homogêneo, enquanto isso, vá adicionando a energia boa de estar produzindo um alimento, mesmo que seja só para você.

Levar ao forno pré-aquecido em forma (que pode ser refratária) untada, uma temperatura de 180° por + ou – 45minutos, ou até dourar.

Pode espetar com um palito, como se faz com os bolos.

Pode comer na hora que sair do forno, mas ele estará com a consistência de um bolo. Mas se der para esperar até o fim do dia, já estará com a consistência de pão.

O nome é Pão Rápido porque não precisa esperar a massa crescer.

Bom apetite!


Esta carinhosa e apaixonada mensagem da leitora Dora me fez pensar um bocado e lembrar de algumas discussões e idéias sobre contos e fragmentos que venho tendo aqui, alí e acolá. Penso que o fragmento é quase um estilo literário em sí — tendo sido influenciado por uns “fragmentistas” por aí — e como tal, merece o reconhecimento como obra acabada, mesmo que carregue o nome de algo que parece incompleto. O fragmento pode levar no seio uma incompletitude, mas se o faz, é porquê nisso também imita a vida que por vezes retrata.

Posto isso, fiquei a pensar com meus botões o que fazia com este fragmento benquisto. Assumí-lo como um fragmento por si só e arrancá-lo do conto Samhain, no qual ainda estou trabalhando? Não. Isso não. Abandonar o conto e reconhecê-lo encerrado neste fragmento? Nem pensar! Samhain é muito mais do que isso! Deixar, então, a coisa como está? Talvez não…

Por fim, decidi tomar o caminho do meio, que contempla os amantes do fragmento e do conto. Continuo a trabalhar no conto Samhain (embora a correria dos últimos dias tenha me afastado dele), e batizo este fragmento, que agora tem sua vida própria reconhecida, como “Alma e o quarto escuro“. Continuará fazendo parte do conto, mas também tem existência própria, e cada um o lerá como preferir.

E assim é, e assim será. Para os que ainda não leram, aqui está “Alma e o quarto escuro“. Quanto ao conto Sahmain, continuo trabalhando nele.

Em tempo,
vou experimentar a receita assim que puder, Dora. :D

p.s. Para fazer justiça à minha persistência em manter o trabalho no conto Samhain, publicarei em breve mais um fragmento dele — sua parte inicial — como uma forma de dar satisfação a respeito de algum andamento literário deste Cluracão (que até agora não publicou a quinta parte de O Cavaleiro e o Dragão para continuar a fábula em fragmentos no Overmundo).

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Recebi a informação e o convite da Ana Catarina no meu scrapbook do Orkut:

ATENÇÃO ARTISTAS!

O Perdiz recebeu ontem uma intimação,
dizendo que ele teria que

desocupar o local, dentro de 5 dias uteis…

Hoje, sexta-feira dia 25, vários artistas
se encontraram na frente da

oficina e ficou decidido que
TERÇA – FEIRA, DIA 29/05 AS 11HS
todos
nós vamos nos encontrar
em frente a oficina para fazer uma

manifestação.

Façam cartazes, divulguem e estejam lá…
vamos fazer barulho!

Não podemos deixar o Perdiz sozinho…
precisamos juntar muuuiiiiitaaaa

gente pq queremos parar a w3 norte!
(708/709 – perto do ceub)

vamos todos!!!! vamos parar a
W3 NORTE NA HORA DO ALMOÇO!!!!
Ajude a divulgar!!

Para quem não conhece o Teatro Oficina Perdiz, trata-se de uma oficina mecânica localizada no comércio da SCRN 708, na Asa Norte de Brasília, e que em várias noites da semana se transforma em um teatro que apresenta atrações a preços populares, além de ser um espaço aberto para artistas e companhias em início de carreira.

A própria idéia de se transformar uma oficina em teatro já é bem bacana. Junte-se isso então ao carisma do dono e do lugar, e o Teatro Oficina Perdiz torna-se um lugar extremamente bacana e que faz parte dos roteiros culturais brasilienses. Para quem conhece, e para quem ainda não conhece mas gostaria de ter uma chance de um dia poder conhecer, é um importante participar desta mobilização e passar em frente a notícia.

Como estou no Rio, tudo que posso fazer é passar a notícia em frente e torcer. O lugar fica ao lado da minha antiga casa, e eu gosto um bocado dele.

Não é a primeira vez que o teatro é ameaçado. Quando começaram a derrubar o prédio ao lado, por pouco o teatro não foi junto. Apenas com a mobilização dos artistas da cidade foi possível impedir que naquele mesmo momento o Teatro Oficina virasse uma pilha de escombros.

Abraços apertados do Verde.

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“(…)Rosa está em silêncio. Olha para a televisão como se ela não estivesse lá. Suspira profundamente, quase que com um susto. Olha para o sol que espreita pelas persianas fechadas da sala. Está tão abafado! Levanta-se e caminha até a janela. A onda de luz que invade a sala quando as persianas são levantadas é física, faz balançar o corpo leve de Rosa. Ela olha para a rua lá fora. Carros passam devagar, e tudo parece silencioso neste amanhecer de domingo. Rosa volta a sentar-se. Não vê mais a televisão, ou a poeira no ar. Rosa tem um vislumbre da infância, brincando na rua de pedras desiguais. Lá ela também vê o sol, mas ele ilumina toda uma vida que ainda a esperava pela frente. Agora Rosa já sabe como é viver uma vida inteira. O barulho de um prato quebrando na cozinha a desperta por um momento. Rosa sente uma certa tristeza de ter sido trazida de volta de sua infância. Suspira novamente, devagar e com dificuldade, enquanto os raios de sol dançam.(…)”
(trecho do conto “Uma casa morrendo”, publicado no Overmundo)

Fiquei muito feliz em ver a recepção que este conto teve lá no Overmundo até agora. No momento em que faço este post são mais de 130 votos — que levaram o conto à capa do Overmundo — e 25 comentários (incluindo os meus, de agradecimento, claro). Eu, que não havia dado muito por ele quando o escrevi por achá-lo muito triste, espero ter agora aprendido a lição de que todo escrito que é rabiscado de coração merece ser dado ao mundo…

Mais escritos virão em breve…
Obrigado a todos pelo carinho, e por me lerem!

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Young captain by *Jasvena on deviantART

Achei tão bela esta imagem…

Não preciso dizer mais nada.

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