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Archive for setembro \26\UTC 2007

Fundamento.

Antes de tudo mais,
é fundamental acreditar
nas histórias que se tem
para contar…

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Eu não sei se um dia conseguirei escrever a trilogia TrangressãoAgressãoRedenção. Talvez eu não consiga. Talvez não seja possível. (Talvez o último conto nunca pudesse ter este nome…)
Mas já valeu a pena ter tentado, um dia, escrevê-la.

Ela já me ensinou mais do que eu teria aprendido se tivesse acreditado que não deveria escrevê-la.

Por vezes é a tentativa, e não o sucesso, que mais vale a pena em uma empreitada.

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Olhou para si,
e se sentiu parecido
consigo mesmo…

-=-

A Lontra perguntou a Pedro
qual era o caminho do céu.
Pedro não respondeu.
Pedros não falam…

-=-

Matilde acendeu o poste
para enxergar a rua
que apagaria seu cigarro.

-=-

…Usava um anel em cada dedo,
como que para se certificar
de que todos estavam ali.

-=-

Não faz sentido, disse o Valete.
Eu não estava falando com você, sorriu o Coringa.
O Rei não falou nada. A Dama já sabia.
O resto ficou embaralhado.

-=-

Ele pulou da janela
para aprender a voar.
Depois de chegar ao chão,
aprendeu.

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Quem acha que o mar é homem
Não conhece a beleza que é
conhecer e mergulhar n’A Mar.

O mar é mulher, e seu nome é Izabella.

Como é que faz para chamar o mar para esta terra seca?

(pensamentos surgidos enquanto relia trechos do Abarat (1,2) de Clive Barker, ouvindo Ocean do Dead can Dance. “Izabel… Izabella Iza!”)

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Quem acha que o mar é homem
Não conhece a beleza que é
conhecer e mergulhar n’A Mar.

O mar é mulher, e seu nome é Izabella.

Como é que faz para chamar o mar para esta terra seca?

(pensamentos surgidos enquanto relia trechos do Abarat (1,2) de Clive Barker, ouvindo Ocean do Dead can Dance. “Izabel… Izabella Iza!”)

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A dica do Lou Gold (assistam o vídeo) sobre a antiga Civilização da Terra Preta no Amazonas deu uma reviravolta na minha maneira de pensar a antiguidade de nossas terras. Seja o que for, as coisas não foram do jeito que nos ensinaram a pensar…

Entre todas as considerações que tenho a fazer a respeito, uma delas (longe de ser a mais importante) é que isso impacta um bocado a maneira de escrever fábulas sobre o imaginário e o sonhar brasileiro… ao menos para mim.

É claro que a primeira coisa a ser afetada por esta descoberta foi a minha crônica de Changeling: O Sonhar. :)

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Um lugar muito bonito, e o elo entre a cultura céltica e a cultura lusitânica. Em suas terras é falado o galego, língua que entre o português e o espanhol busca sua própria identidade, assim como povo que a fala.

A Torre de Bréogam em Coruña, chamada por alguns de “Torre de Hércules“, é a mesma torre que figura no Leabhar Gábhala Eireann (Livro das Invasões do Eire).

O Meu País“, na interpretação do Luar na Lubre.

O meu país/ é verde e neboento
É saudoso e antergo,/ é unha terra e un chan.
O meu país/ labrego e mariñeiro
É un recuncho sin tempo/ que durme nugallán.

Q quece na lareira,/ alo na carballeira
Bota a rir.
E unha folla no vento/ alento e desalento,
O meu país.

O meu país/ tecendo a sua historia,
Muiñeira e corredoira / agocha a sua verdá
O meu país/ sauda ao mar aberto
Escoita o barlovento/ e ponse a camiñar

Cara metas sin nome/ van ringleiras de homes
E sin fin.
Tristes eidos de algures,/ vieiros para ningures,
O meu pais.

O meu país/ nas noites de invernía
Dibuxa a súa agonía/ nun vello en un rapaz.
O meu país/ de lenda e maruxias
Agarda novos días/ marchando de vagar.

Polas corgas i herdanzas
Nasce e morre unha espranza/ no porvir.
E unha folla no vento/ alento e desalento
O meu país.

LETRA: Xoan Manoel Casado
MUSICA: Miro Casabella.

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