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Archive for outubro \24\UTC 2009

Hoje eu desescrevi metade do que eu escrevi ontem. Não gostei da forma como a história do “Ingatú…” se torna complexa, e com frases mais longas, a partir do terceiro parágrafo, e resolvi mudar os rumos. Até amanhã de noite espero ter terminado, se eu conseguir manter a disciplina.

Já há outra narrativa me perseguindo desde ontem, que tem chances moderadas de chegar a ser escrita.

E assim seguem os dias.

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Estas parecem ser semanas cheias de reencontros com meus velhos escritos, proporcionados por comentadores conhecidos ou desconhecidos. Depois de reencontrar os “Caminhos“, e meus escritos míticos sobre a tribo metarecicleira, foi a vez de reencontrar uma anotação blogada sobre a Cobra Preta que Mama, uma lenda do nordeste brasileiro. (aliás, encontrei aqui também uma referência à dita cobra)

A anotação é uma das milhares de notas que me seriam preciosas se eu as reencontrasse, feitas no meu velho blogue Alriada Express. O que é mais curioso é que neste exato momento eu estava debruçado sobre um “mito” que me veio à cabeça agora mesmo enquanto comia um hamburguer ali no Steve*. Logo que estiver colocado em palavras escritas, publico aqui o mito de Ingatú-sem-corpo.

*ainda tenho que um dia largar mão da inércia para escrever sobre a hamburgueria do Steve.

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Um email do @dasilvaorg me fez refletir sobre o enorme problema que temos com as palavras — com o nome que damos para as coisas, a maneira como nos referimos a elas e até a nós mesmos, e na escolha de palavras que temos para expressar as coisas.

As palavras tem poder, e aquelas que a gente escolhe em nossa fala não apenas falam muito mais sobre nós, mas também moldam o nosso mundo. E o mundo em que vivemos cada dia mais parece estar virando pelo avesso… e as nossas escolhas de palavras tem um papel fundamental nisso.

Tudo isso, e tão pouca gente pensa no que fala. Mais do que isso, tem gente que deve achar que estou falando besteira, ou apenas ficando maluco de vez. Mas isso também é só uma questão de escolha de palavras.

É perigoso deixar as palavras tão soltas. Elas tem um poder que é só delas. Deveríamos ser mais responsáveis pelas palavras que empunhamos. Elas mudam o mundo.

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Hoje completam-se 11 anos que o véio ZéMura pai descansou.

Teu descanso é merecido, pai.

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E então, em meio aos tantos linques que sigo dia a dia, eu reencontrei algo de mim

Ascension_and_the_clurichaun_by_cluracan

Quando se escreve a história do metareciclagem, tenham em mente que estão escrevendo uma lenda. Quando se estrutura a forma de pensar, fazer e multiplicar a ação metarecicleira, está se tecendo uma construção sensível e prática que se assemelha à iniciação dos shamans e guerreiros-sagrados de outrora. Algo que leva a pessoa além de sua vivência comum, apresenta a ela visões e dimensões que estão além daquilo que está em seus cotidianos, apresenta a ela conhecimentos novos, quase esotéricos, e tudo isso se transforma em um poder e uma percepção do próprio poder que é completamente nova para para a pessoa. E então ela é instada pelo grupo a colocar em prática este conhecimento… (Daniel Duende Carvalho)

Muito obrigado, meu amigo Orlando, por me ajudar mais uma vez a lembrar de mim

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Serei o único a esquecer, durante a noite escura das janelas fechadas o dia todo, do brilho tão familiar da (minha própria) luz? Creio que não. Mas sozinho como me faço, me isolando lá e cá por sabe-se lá o quê, sempre pareço para mim ser o único… simplemente por fugir de todos mais, para me refugiar em minha torre com vista para o parque…

E me faço sempre a mesma pergunta, cuja resposta sempre esqueço junto com minha própria história: por quê!?

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“Existem caminhos para quem quer caminhar.
Existem caminhos para qualquer lugar.
Caminhos escuros, perigosos, trilhas estranhas,
e estradas largas cruzando planícies tamanhas
Que nunca se sonhou poder atravessar.

Existem caminhos verdejantes e belos
que nos levam de castelo em castelo,
de covil em covil, através dos bosques
cheios de fadas e feras, terras das hostes
das pessoas feitas de sonhos, imaginárias…

Existem caminhos sempre
Basta persistir e seguir.
Os Deuses da estrada abençoam
aquele que não se deixa cair.

Eu só quero encontrar o jardim
no qual eu possa me deitar e sonhar…”

-=-

A poesia é de outros tempos, reencontrada por meio do blogue de alguém que a encontrou, ou que nela se encontrou, em algum momento entre lá e cá.

E de lá para cá, foram muitos os caminhos que andei. Alguns me levaram para longe. Em outros me perdi. Em todas estas caminhadas, encontrei e aprendi muita coisa, e perdi tantas outras coisas, de mim e do que era de meu haver, esquecidas em algum pouso ou roubadas pelos perigos da estrada.

E em todos estes caminhos que trilhei, é certo de que havia sempre a vontade de encontrar os melhores caminhos. Mas hoje me pergunto se fiz mesmo as melhores escolhas. Acho que algumas, aquelas que me levaram mais e mais para longe de mim mesmo, por qualquer motivo que fosse, foram terríveis.

Agora me vejo no difícil momento de descobrir onde estou, para então descobrir qual é o caminho de volta. É certo que o primeiro passo é abandonar a estrada e reencontrar as minhas trilhas. Só elas me levam através da muralha…

Estou cansado destas terras. Quero voltar para casa.

p.s. e por falar em casa, acho irônico que a foto que ilustrou esta poesia desde o princípio seja do Parque Olhos D’Água, que agora posso ver pela janela. Por vezes, ao entardecer, fico olhando para o parque, como se esperasse me ver passar por lá, para ver se me encontro…

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