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Archive for abril \29\UTC 2010

Palavras de conforto

Respirou fundo mais um trago do cigarro. Um suspiro mal disfarçado. Disse entredentes

– Se eu tivesse alguma palavra de conforto, eu gostaria de dá-la a você…

hesitou…

concluiu, soltando a fumaça

– …mas tem dias como hoje em que não tenho uma palavra de conforto nem sequer para mim.

mas para além da fumaça que dissipava não tinha mais ninguém para ouvir.

Sentia-se tão só que não conseguia sequer se relacionar com seus amigos imaginários.

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É por isso que a gente corre tanto, sem parar um minuto.

Porque quando a gente para a gente sente
e de vez em quando sentir dói.

É por isso que realizamos tanta coisa,
e queremos realizar mais ainda.

Talvez uma das forças motrizes da indústria humana
seja justamente a nossa fuga do mundo que está dentro
que é tão cheio de flores e espinhos.

Não sei se me dói mais a dor que causo,
ou a dor que sinto.

Mas aí a gente respira fundo e começa a correr de novo
e o no mundo exterior borrado pela velocidade
(felicidade?)
tudo parece estar bem no seu lugar…

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Em dias como hoje eu entendo a lógica e não-lógica dos adictos. É óbvio o estrago causado pelos nossos vícios, mas escapa quase sempre a quase todos o que nos leva a mergulhar neles…

Quais são estas coisas quase sempre indizíveis (ou aparentemente invisíveis) que podem ser piores do que a autodestruição?

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Sempre foi minha a vida que elas me trouxeram.
Sempre foram minhas as alegrias, e as dores.
Sempre foi minha a vida que me roubaram.
Como meu era meu tempo, meu princípio
e meu fim.

Meu encanto e minha magia sempre foram minhas…
Minhas! Inalienavelmente minhas,
por mais que lhes tentasse atribuir
a quem mais me encantasse.

Sempre foi meu o encanto que eu respirava
e as coisas belas que dançavam em minha alma.
Sempre foi meu o meu tempo, meu espaço
e o mundo que fica do lado de lá.

Toda a beleza da vida, toda a magia,
sempre esteve aqui, esperando meu olhar,
como uma visita muito esperada
que espera pacientemente à porta.

Por vezes incontáveis eu esqueço,
que todo o meu mundo sempre foi,
sempre, inalienavelmente, para sempre,
meu.

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Acho que nos últimos três dias, e curiosamente na mesma casa em que aprendí esta lição pela primeira vez, redescobri o significado da dádiva (e muitas outras coisas sobre mim mesmo).

Só precisava deixar isso registrado.

É.

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No outro rochedo.

Sentado no mesmo quarto da mesma casa onde nasceu este blogue em 2007, me perco pensando em tudo que aconteceu antes, e depois, do dia em que este blog nasceu. Relendo suas páginas, relembro de tantos acontecidos e escritos que já me escapavam da vista e da memória, e fico com a sensação intensa de que se algum dia conseguir escrever algo tão surreal quanto minha própria vida, poderei me dar por muito satisfeito.

Enquanto não chego lá, faço o que posso para escrever histórias encantadas…

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Da mesma forma que a vida dá suas voltas, a gente sempre acaba tropeçando de novo em velhos escritos. Ontem, fazendo uma pesquisa em velhos escritos em busca de algumas pontas soltas, me deparei de novo com a quarta parte de minha “fábula-em-capítulos” O Cavaleiro e o Dragão (aqui). Se já a achava mal escrita antes, hoje a acho ainda mais sofrível em seu contar. Mas a história que conta continua falando ao menos comigo (se não falar com mais ninguém). Acabei achando algumas conexões entre aquele texto e o que escrevi ontem. Os motivos me são mais do que óbvios, embora creio que não fariam sentido para ninguém mais além de mim.

Tenho muito mais a escrever hoje.

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