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Archive for maio \27\UTC 2010

Descobri, assim, por acaso, o FlickrRiver.

Mas não é por acaso que digo que ele é uma usina de nostalgia. Quando a gente olha para o rastro de fotos que deixou na rede, descobre muita coisa. Mas não há como passar incólume por um mergulho no próprio rio da memória fotográfica…

o homem e seu cigarro olham a montanha... (2003)

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Ainda sobre sonhos…

– Os sonhos bons podiam vir em série, noite após noite, continuando de onde pararam na noite anterior.

L’th sorriu. Um sorriso maroto que lhe era incomum.

– Isso já acontece. É o que vocês chamam de vida.

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Eu queria ter uma casa fora do tempo. Do momento em que eu entrase por sua porta verde — e porque não uma porta verde!? — até o momento em que eu quisesse dela sair, o tempo não passaria. Lá dentro eu estaria a salvo do mundo e seu tempo. Estaria longe de tudo que não quisesse trazer comigo. Que bom seria ter uma casa fora do tempo, pra passar o tempo que quisesse fazendo o que bem desejasse sem nunca me preocupar com a hora, ou com o que há lá fora…

Pensando bem, acho que só sairia de lá quando desse saudade de ver um pôr-do-sol.
Todos sabemos que fora do tempo é sempre crepúsculo…

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Enxergava-se através do espelho, do outro lado.
E do lado de lá, ele não olhava para trás.
E todo o resto parecia nebuloso.

Olhava-se através do espelho.
Aquele que não estava lá.
Ele também não.

E dele que estava lá, não sabia o que queria.
Apenas olhava através do espelho, para ele que estava lá.
Seria ele mesmo, ou outro ele — o que caminhara até ali?

E lá do outro lado do espelho, ele não olhava para trás.
Sentiu-se imensamente só, ele que havia ficado ali, para trás, do outro lado do espelho.

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Dívida

Eu devia a mim mesmo escrever mais.

Eu devia a mim mesmo contar mais histórias.

Eu devia, e eu sei…

É o que eu faço de verdade

Eu devo e não nego e não faço, mas devo a mim mesmo… e a vocês.

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Em momentos como este, não há nenhuma palavra a ser dita que já não esteja no roteiro para o pranto de um bufão.
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.
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Eu interpreto classicamente o meu papel
De um mártir esculpido com um sorriso torto
Para sangrar a letra desta canção
Para anotar meus ritos e consertar meus erros
Um epitáfio para um sonho partido.
(…)
Eu nunca escreví aquela canção de amor
As palavras nunca pareceram fluir
E agora triste em reflexão terei enxergado além da perfeição
E examinado as sombras do outro lado da manhã?

Lembra-te do bufão que te mostrou as lágrimas, o roteiro das lágrimas.

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