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Archive for julho \22\UTC 2010

Calmaria

Aprendi a apreciar a calmaria que vem antes da tempestade, da mesma forma que aprendi a amar e temer as tempestades.

Se o silêncio se prolonga, é para prestigiar o primeiro trovão.

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E só.

Muito se fala sobre a solidão.
Mas o sentido mais profundo (e doloroso) da solidão está além das palavras. Quem o conhece sabe que não vale a pena tentar encontrar para ele palavras, pois no fundo sabe que não há realmente a quem dizê-las…

Mas é sempre bom lembrar nestas horas que somos responsáveis por nossas escolhas.

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The Love Talker
by Ethna Carbery

I met the Love-Talker one eve in the glen,
He was handsomer than any of our handsome young men,
His eyes were blacker than sloe, his voice sweeter far
Than the crooning of old Kevin’s pipes beyond in Coolnagar.

I was bound for the milking with a heart fair and free –
My grief! My grief! that bitter hour drained the life from me;
I thought him human lover, thought his lips on mine were cold,
And the breath of death blew keen on me within his hold.

I know not what way he came, no shadow fell behind,
But all the sighing rushes swayed beneath a faery wind,
The thrush ceased its singing, a mist crept about,
We two clung together – with the world shut out.

Beyond the ghostly mist I could hear my cattle low,
The little cow from Bellina, clean as driven snow,
The dun cow from Kerry, the roan from Inisheer,
Oh, pitiful their calling – and his whispers in my ear!

His eyes were a fire; his words were a snare;
I cried my mother’s name, but no help was there;
I made the blessed Sign; then he gave a dreary moan,
A wisp of cloud went floating by, and I stood alone.

Running ever through my head, is an old-time rune –
“Who meets the Love-Talker must weave her shroud soon.”
My mother’s face is furrowed with the salt tears that fall,
But the kind eyes of my father are the saddest sight of all.

I have spun the fleecy lint, and now my wheel is still,
The linen length is woven for my shroud fine and chill,
I shall stretch me on the bed where a happy maid I lay –
Pray for the soul of Maire Og at dawning of day!

(retirado daqui)

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No outro dia descobri que adoro um ukelele. Na verdade eu já sabia disso desde antes de ter ouvido a primeira música do Beirut, mas como eu já disse várias vezes, eu frequentemente esqueço das coisas.

Hoje o Neil Gaiman (@neilhimself, ele mesmo) deu a dica do trabalho novo da Amanda Palmer, “Amanda Palmer Performs The Popular Hits Of Radiohead On Her Magical Ukulele“. Como gosto de ukeleles, Gaiman e de sua companheira, fui lá ouvir.

Curti muito!

Mas eu não posso negar que a minha predileta é esta aqui… que não é com o ukelele. Mas é porque é uma de minhas músicas prediletas do cabeça de rádio mesmo…

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Um.

Tem momentos em que a gente sente que o mundo todo é Um.

Estas são as noites em que durmo em paz.

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As insensibilidades do passado são o que são; obcenas, tristes, dispensáveis.
São da matéria exótica e fugaz daquilo que fomos. São passado. Que passe.

As insensibilidades do presente são o que somos; ou se as aceita, ou se muda de rumo.
Não há como fugir de si mesmo. Pode-se fechar os olhos e assumir-se patético, e só,
Ou de plena posse de sua própria maneira e agir, decide-se. Somos culpados por cada passo.

As insensibilidades do futuro são fruto o que de nós fazemos daqui em diante.
São inteiramente nossas, e sobre nós recairão quando a onda chegar na praia.

E a vida segue em frente, no nosso passo, dentro de nossos sapatos.

Dentro e fora de nós. Somos a cadeia e seu encadeamento,
o esboço e a forma final de cada momento que nos constitui.
Ao fim das contas é tudo novo, marcado por cada “nunca mais” e cada “quem sabe um dia novamente” que tivermos o desígnio de proferir e sustentar.

A única pessoa que existe é o agora. O resto é ficção para nossos próprios sentidos.

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Quando vem o silêncio
a gente volta a se ouvir.

[…]

Eu acho que eu havia me esquecido completamente.

havia me esquecido completamente
de como a gente se sente
quando a gente sente…

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