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Archive for outubro \30\UTC 2010

As he were of faierie…

“…His croket kembd and thereon set
A Nouche with a chapelet,
Or elles one of grene leves
Which late com out of the greves,
Al for he sholde seme freissh;

And thus he loketh on the fleissh,
Riht as an hauk which hath a sihte
Upon the foul ther he schal lihte,
And as he were of faierie
He scheweth him tofore here yhe…”

John Gower (se não me engano, Confessio Amantis)

As he were of faierie…

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And it was morning
And I found myself mourning,
For a childhood that I thought had disappeared
I looked out the window
And I saw a magpie in the rainbow, the rain had gone
I’m not alone, I turned to the mirror
I saw you, the child, that once loved

The child before they broke his heart
Our heart, the heart that I believed was lost

Hey you, surprised? More than surprised
To find the answers to the questions
Were always in your own eyes

Do you realise that you give it on back to her?
But that would only be retraced in all the problems that you ever knew
So untrue
For she’s got to carry on with her life
And you’ve got to carry on with yours

So I see it’s me, I can do anything
And I’m still the child
‘Cos the only thing misplaced was direction
And I found direction
There is no childhood’s end
You are my childhood friend, lead me on

Hey you, you’ve survived. Now you’ve arrived
To be reborn in the shadow of the magpie

Now you realise, that you’ve got to get out of here
You’ve found the leading light of destiny, burning in the ashes of your memory
You want to change the world
You’d resigned yourself to die a broken rebel
But that was looking backward
Now you’ve found the light

You, the child that once loved
The child before they broke his heart
Our heart, the heart that I believed was lost

So it’s me I see, I can do anything.
I’m still the child
‘Cos the only thing misplaced was direction
And I found direction
There is no childhood’s end
I am your childhood friend, lead me on

 

 

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3 days.

– você não pode!

– se você diz, então não podemos. mas eu estou cansado de não poder. você também deveria estar.

– não. você não pode! isso não é certo!

– o que é certo?

– o certo é ser no mínimo razoável. se não a gente acaba sozinho.

– você está sozinho.

– não. não estou!

– sim, você está. nem você está aí. virou um quarto escuro e vazio onde não mora ninguém. não tem ninguém para atender a porta.

– como assim? mas você está aqui. e… e eu estou aqui também.

– estamos?

– ahhh… cut the crap!

– do you?

– onde você quer chegar?

– eu quero ser feliz. eu quero a poesia. quero a vida. quero a chuva e o vento novamente me abraçando. eu quero aquilo que você me roubou.

– eu não te roubei nada.

– sim. você me roubou a liberdade. me trancou em um lugar onde nem você consegue viver.

– …

– você tem medo de mim. veja… você nem sequer se olha no espelho. não quer ver seu próprio rosto!

– eu me olho no espelho sim. e vejo que os anos passaram…

– não. você se olha no espelho em busca dos anos que passaram. você não olha pra você mesmo. você não olha pra ninguém!

– é você que não olha pra ninguém! você que não se importa!

– não.

– …

– …

– não o que?

– você sabe.

– o que?

– você sabe que está errado. foi você mesmo que veio aqui. você sabe que está enganado, mas não quer aceitar. não quer aceitar nem sequer seus próprios motivos para vir até aqui.

– você me chamou…

– eu não tenho como fazê-lo. sou um prisioneiro, esqueceu?

– sim. mas você sabe que me chamou.

– não. foi você que sentiu minha falta. você sabe que precisa de mim.

– não!

– deixe de ser infantil!

– não!!!

– … (risada silenciosa)

– eu não gosto do seu jeito.

– gosta sim. na verdade, eu sou aquilo que você mais ama, mas você não me aceita, não me entende. você só me quer, mas não sabe me ter. só que não há escolha. um dia vai ter que aprender.

– eu estou confuso.

– eu sei. mas vou te contar. não existe resposta.

– corta a filosofia barata!

– você sabe que não é filosofia barata.

– não. eu sei que É filosofia barata.

– sabe? e se lembra o poder desta filosofia barata? você se lembra de como era quando eu abria as asas e voava, e te levava comigo?

– Sméagan…

– há muito tempo que você não pronuncia meu nome. obrigado!

– Sméagan… eu não sei o que fazer?

– Fala meu nome de novo? Me chama de todos os nomes? É tão bom!

– Sméagan… o que eu faço?

– que mudança. agora podemos começar a conversar…

– …

– a primeira lição é que somos o que somos, sentimos o que sentimos, e o vento sopra para onde sopra. é a primeira coisa que a gente aprende antes de aprender a voar.

– você não pode me dar uma resposta prática?

– abra a porta. me deixa sair. vem comigo. aprenda a me amar.

– …

– você tem três dias.

– vou pensar.

– você pensa demais. você tem três dias para abrir a porta, e você sabe por que.

– por que?

– não seja estúpido!

– é o Samhain?

– sim, mas não só isso.

– o que mais?

– lembre-se da vela, do manto estendido no chão, lembre-se do que aconteceu quando você caminhou conosco contra o sentido do Sol…

– …

– lembre-se dela.

– o que você quer dizer?

– eu quero dizer…. lembre-se dela.

– para quê?

– porque é por isso que você veio aqui.

– não… não foi.

– sim. foi. e você não sabe o que fazer com isso. mas a sua pergunta já traz no seio a própria resposta.

– eu não posso fazer isso. não faz sentido!

– o que é que faz sentido? você mesmo não faz sentido. somos criaturas paradoxais que você tornou opostas, mas enquanto eu estiver trancado aqui você não vai encontrar sentido, e nem vai sentir porra nenhuma, seu idiota! você sabe disso.

– eu devo caminhar contra o sentido do sol?

– não. você deve abrir a porta. me deixa sentir o vento. e aí a gente descobre o que faz.

– o vento…?

– é. o vento.

– ou o Vento?

– isso é o que vamos descobrir. me deixa sair?

– me deixa pensar.

– você tem três dias, garoto. aproveite-os bem. depois disso, você corre o risco de ser feliz de novo, ou de continuar sendo infeliz.

– ainda há tempo?

– o único tempo que há agora são três dias. depois, só há a imensidão.

– você sabe que em muitos momentos eu te odiei. em outros eu tive medo de você.

– você sempre teve medo, de mim e de tudo mais. tanto medo, que até te ensinaram a me odiar.

– irônico, né?

– os Deuses são irônicos. e nós também.

– Sméagan…

– … (um sorriso silencioso cheio de dentes)

– … eu te amo.

– até que enfim.

– me deixa pensar, e decidir o que vou fazer.

– três dias, garoto.

– será como o Cuélebre, como o Dâz…

– não. aquilo foi outro tempo.

– e como será então?

– você vai descobrir. pare de fazer perguntas que você sabe serem sem resposta.

– Sméagan…

– vou sentir saudades deste nome…. mas diga. o que quer?

– sinto saudades do Vento.

– eu sei. eu sinto.

– então…

– três dias.

 

três dias.

 

 

“you’re going to reap just what you sow…”

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Ela disse…

“quem tem o coração aberto para a vida, em sua plenitude, com o tempo entende que estamos vivos simplesmente para sermos nós mesmos e nada mais”

E ela tinha razão.

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Dragon Flies

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