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Archive for dezembro \29\UTC 2010

Não é todo dia que cruzamos nosso caminho com o de outra pessoa que consegue caminhar contra o sol.

E quando acontece, a gente se lembra do poder que tem.
Nada é impossível para gente como nós.

A vida dança a nossa música,
quando a gente se lembra de cantar.

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K.D.Lang (ou outra pessoa, mas eu acredito ter sido K.D.Lang) dizia que “a religião de um homem é a gargalhada de outro”. Isso faz lá algum sentido. Uma vez que um tolo não enxerga a mesma árvore que o sábio, ou mais apropriadamente, enxergamos o mundo como somos, religião e orientação sexual deveriam ser assuntos de foro íntimo a serem partilhados apenas com os interessados.

Mas uma pergunta me assola a cachola (a cacofonia é proposital, ô!) quando pouso a cabeça no travesseiro. Aqueles que acreditam que o mundo precisa ser salvo por um messias… como é que acreditam que vão reconhecer o seu messias e diferenciá-lo dos milhares de escritores de livros de auto-ajuda que existem por aí? Transformar pedras em pães é um milagre tão simples quanto vender milhares de livros dizendo aos leitores aquilo que eles só poderiam aprender se descobrissem sozinhos, caso buscassem aprender por si mesmos. A diferença é que o segundo feitiço já foi feito mais vezes, e você já se acostumou com ele. Além do mais, assim como os livros de auto-ajuda, sua religião não deveria te ensinar a salvar-se a si mesmo sem que ninguém tivesse que explorar seu desespero no processo?

Com todo respeito aos Boddhisattvas que se deram ao trabalho de passar por aqui e nunca quiseram pagar de messias (apesar da mania das ovelhas mais tolas de endeusar o cajado do pastor), o messias mais bacana que já vi foi Donald Shimoda e, desculpa aê, até mesmo ele era um personagem de… um livro de auto-ajuda.

“I think… I like the drama” são últimas palavras bem mais lúcidas (e divinamente irônicas) do que “Eli Eli Sabactani”.

Ok, parei. =)

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Vez por outra escuto alguém dizer que gostaria de saber o que vai acontecer ali, depois daquela curva na estrada.

Sempre penso comigo mesmo: “não, você não quer. você só queria ter certeza de que seus desejos vão se realizar, e você também não quer saber as consequências da realização deles.”

A brincadeira é mais divertida quando você não sabe, acredite. Se você soubesse, aí mesmo é que você iria fazer muito mais merda e estragar a beleza da brincadeira dos Deuses. Mais do que isso, os poucos que enxergam além das curvas da estrada não são mais felizes por conta disso.

Garth Brooks é que sabe das coisas.

“Holding you, I held everything
For a moment wasn’t I a king
But if I’d only known how the king would fall
Hey who’s to say? you know I might have changed it all

And now I’m glad I didn’t know
The way it all would end the way it all would go
Our lives are better left to chance
I could have missed the pain
But I’d have had to miss the dance”
(The Dance – Garth Brooks)

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Eu não sou uma salamandra.

Eu sou uma serpente alada.

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Burn!

Estou queimando de novo, meu amigo!
Você não está aqui para ver, mas eu sei que você sabe.

Obrigado por ter acreditado em mim.

Agora eu tenho todo aquele trabalho pela frente,
antes que as chamas me consumam.

Da vida não se leva nada, mas aquilo que fica é aquilo que a gente fez.
O tempo é longo quando a gente está fugindo,
mas só os que queimam sabem como a vida é breve
e como há muito que deve ser feito
antes que a fogueira apague.

(cya soon, buddy)

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Frog King (by Michor)

[frog_king.jpg]

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um fragmento

“- “Por que é que as corujas não comem os sapos da Lagoa Azul?”
E a coruja sorriu, e o sorriso das corujas é muito esquisito, e respondeu:
– “Porque os duendes da beira da água ensinaram aos sapos da Lagoa Azul a arte de virar pedra, e se eu comer pedra vou quebrar meu bico.”

– “Mas se eu não virasse pedra você ia me comer?”, perguntou o Sapo Azul para o Coruja.
E a Coruja, que estava começando a gostar da conversa, respondeu:
– “Não. Porque eu quero aprender o segredo de como virar pedra. E você, Sapo. O que você quer?”

E o Sapinho Azul ficou feliz com a pergunta. E respondeu todo satisfeito, já esquecendo que quase virara comida de coruja:
– “Eu quero descobrir um lugar bem bacana pra morar. Não quero mais morar na Lagoa Azul”.
– “E por que você não quer morar mais na Lagoa Azul, Sapo?”, perguntou a Coruja, curiosa.

– “Porque eu quero conhecer o mundo. Quero morar em outros lugares, e conhecer outros bichos que nunca conheceria na lagoa.”, foi o que ele respondeu.
E a Coruja achou aquilo muito engraçado, mas gostou dos motivos do Sapinho. E então respondeu.
– “Então eu vou te levar pra onde você quiser. Mas primeiro você me ensina a virar pedra.”

E o Sapo Azul gostou daquela troca, e ensinou à coruja a arte de se transformar em pedra. E foi assim que a primeira coruja aprendeu o contra-feitiço que permitiu que as corujas começacem a comer sapos azuis da Lagoa Azul e duendes da beira da água, mas essa já é outra história.
O que importa é que depois disso, a Coruja pegou o Sapinho Azul nas garras de novo e os dois saíram voando pela noite.”

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