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Archive for fevereiro \28\UTC 2011

Eu sempre esqueço o poder da vontade, e do desejo. Esqueço também do poder dos laços de família, do poder do amor, do poder do eterno fluxo.

E a vida vem e me lembra de tudo isso.

E assim passam os dias.

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Nyssen e Evnyssen

Haverá sempre um Nyssen e um Evnyssen onde há muitos no mesmo ser. Mas haverá menos de um ser se não formos todos eles. O mistério é aprender a ser todos em um. Só assim é possível pacificar o universo.

Quem tem medo de Evnyssen?

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A vida é também uma eterna tentativa de retomar as pontas soltas das muitas tramas que vivemos (e imaginamos) em busca de transformá-las novas tramas.

Hoje, enquanto comprava cigarros e uma providencial garrafa de coca-cola em um mercadinho que acabei de descobrir na vizinhança, estava me relembrando de uma velha aventura de RPG que mestrei para amigos há mais de 10 anos. Nela havia alguns povos que descendiam de elementos naturais. Eram, de fato, manifestações destes elementos. Havia o povo da terra — também chamados por alguns de Gnoms (não confundir com gnomos, embora a raiz da palavra seja a mesma) — que descendia de algumas rochas que tomavam consciência e conseguiam se manifestar em corpos atarracados e fortes, semelhantes aos dos anões de Tolkien. Havia também os Aradin, que eram manifestações dos corpos de água. E entre estes e tantos outros havia um povo, do qual eu não consigo me recodar o nome, que eram as próprias manifestações das árvores milenares das florestas em que viviam. Por mais que tentasse, não conseguia me lembrar do nome deste povo, mas na tentativa de lembrar deles me lembrei de outro povo — este parte dos meus fragmentos sobre as Ilhas Encantadas na narrativa Delianárra — que tinha características semelhantes: os Eneirah.

Segundo um trecho dos fragmentos (que me deu vontade de reescrever), os Eneirah são descritos assim:

Há uma controvérsia tola entre as outras gentes a respeito dos Eneirah. Perguntam-se, e nestes questionamentos se destacam os homens jovens e velhos de Fínne e um ou outro pequenino que tenha vivido tempo demais entre eles, se serão os Eneirah plantas ou gentes. A pergunta é tola, e só faz sentido quando se pensa que temos que ser uma coisa ou outra, ou alguma das duas, para ser. Os Eneirah são simplesmente Eneirah, e mesmo isso é uma tentativa de colocar em palavras tolas a absoluta simplicidade da natureza deste povo.

(…)

O Povo Eneirah vive muito, e por vezes concebe seus filhos da união de amor e companheirimo entre dois deles. Mas muitos deles nascem também dos frutos das árvores da floresta, e também muitos deles, quando assim decidem, deitam-se em algum lugar que lhes apraz e cria raízes por alguns anos. Diz-se, e sobre isso descobrí a verdade depois, que é possível a um Eneirah ser morto pela tristeza, pelo aço e pela magia. Mas mesmo a estes ainda resta a transcendência verde, pois o povo Eneirah acredita que de seu corpo brota sempre um outro corpo, e que todos os frutos e todas as decorrências da natureza e do curso da vida carregam em sí aquilo que as gerou. Desta forma, os Eneirah não apenas são gentes que caminham e cantam e cultivam jardins e fazem perfumes e dançam e amam. São também as árvores de sua morada, e por vezes também os animais. Os filhos também se concebem como parte daqueles que os geraram, e aqueles que os geraram também acreditam ser os filhos, e todos eles acreditam ser ao mesmo tempo os frutos de uma só árvore, cujo nome porventura é Eneirah.

E essa idéia do povo árvore e dos outros povos nascidos das coisas da natureza ficou na minha cabeça. Acho que vem história pela frente…

P.S. procurando por uma imagem para o post, acabei reencontrando esta Dríade que há 5 anos deu rosto a Sylvia, mulher-árvore que era dona do coração de Yirddyn Duirfel (um personagem druida de uma velha aventura de D&D3.5ed)

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