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Archive for the ‘sentimentos’ Category

Vivemos sob a égide da inconsciência por default. E não é para menos. A vida é corrida, e espreme cada momento ou lembrança de epifania para fora de nós. Rouba-nos também, ou nos faz furtar de nós mesmo, nosso tempo para ser. A vida moderna é uma corrida em direção a lugar nenhum, deixando para trás toda a bagagem que a gente não sabe como carregar.

Mas chega o momento em que a gente se pergunta se tudo aquilo que ficou para trás (e não deveria) não é justamente aquilo que nos era mais precioso. Quem é que não tem uma história de algo que fazia — ou alguém que era — e que ficou no passado, acolchoado em uma caixa mental de lembranças doces e difusas?

(mais…)

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Assistam. Está inteiro no Youtube, e me tocou profundamente.

parte 2

parte 3

parte 4

parte 5

parte 6

parte 7

parte 8

parte 9

parte 10

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Para Ele(s).

A Canção do Delirante Aengus
(1899)
Eu fui para uma floresta de nogueiras,
Porque minha mente estava inquieta,
Eu colhi e limpei algumas nozes,
E apanhei uma cereja, curvando o seu fino ramo;
E, quando as claras mariposas estavam voando,
Parecendo pequenas estrelas, flutuando erráticas,
Eu lancei framboesas, como gotas, em um riacho
E capturei uma pequena truta prateada.

Quando eu a coloquei no chão
E fui soprar para reativar as chamas,
Alguma coisa moveu-se e eu pude ouvir,
E, alguém me chamou pelo meu nome:
Apareceu-me uma jovem, brilhando suavemente
Com flores de maçãs nos cabelos
Ela me chamou pelo meu nome e correu
E desapareceu no ar, como um brilho mais forte.

Talvez eu esteja cansado de vagar em meus caminhos
Por tantas terras cheias de cavernas e colinas,
Eu vou encontrar o lugar para onde ela se foi,
E beijar seus lábios e segurar suas mãos;
Caminharemos entre coloridas folhagens,
E ficaremos juntos até o tempo do fim do tempo, colhendo
As prateadas maçãs da lua,
As douradas maçãs do sol.

O Escolhido da Fada
(1899)
O cavaleiro vinha de Knocknare
E, quando cruzava os áridos campos de
YeatsClooth-na-bare; ele sentia
Caolte agitando seus cabelos ardentes
E Niamh chamando Venha, Venha para cá
Esvazie seu coração de seu sonho mortal.
Os ventos acordaram, as folhas giram pelo ar,
Nossas faces estão descoloridas,
Yeatsnossos cabelos estão soltos,
Nosos peitos estão arfantes,
Yeatsnossos olhos tem um brilho fugidio,
Nossos braços estão acenando,
Yeatsnossos lábios estão entreabertos;
Venha! E se alguém olhar sobre
Yeatsnosso tão desejado vínculo,
Nós estaremos entre ele e os feitos das suas mãos,
Nós estaremos entre ele e as esperanças
Yeatsde seu coração.
O cavaleiro está seguindo velozmente ‘entre noites e dias’,
E, onde poderá haver esperanças ou feitos tão
Yeatsapraziveis e belos?
Seu companheiro Caolte agitando seus cabelos de fogo,
E Niamh chamando Venha, Venha para cá.

Que os Deuses os tenham junto a si,
e que um dia voltem, se assim tiver que ser, para agraciar o mundo com seu amor.

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3 days.

– você não pode!

– se você diz, então não podemos. mas eu estou cansado de não poder. você também deveria estar.

– não. você não pode! isso não é certo!

– o que é certo?

– o certo é ser no mínimo razoável. se não a gente acaba sozinho.

– você está sozinho.

– não. não estou!

– sim, você está. nem você está aí. virou um quarto escuro e vazio onde não mora ninguém. não tem ninguém para atender a porta.

– como assim? mas você está aqui. e… e eu estou aqui também.

– estamos?

– ahhh… cut the crap!

– do you?

– onde você quer chegar?

– eu quero ser feliz. eu quero a poesia. quero a vida. quero a chuva e o vento novamente me abraçando. eu quero aquilo que você me roubou.

– eu não te roubei nada.

– sim. você me roubou a liberdade. me trancou em um lugar onde nem você consegue viver.

– …

– você tem medo de mim. veja… você nem sequer se olha no espelho. não quer ver seu próprio rosto!

– eu me olho no espelho sim. e vejo que os anos passaram…

– não. você se olha no espelho em busca dos anos que passaram. você não olha pra você mesmo. você não olha pra ninguém!

– é você que não olha pra ninguém! você que não se importa!

– não.

– …

– …

– não o que?

– você sabe.

– o que?

– você sabe que está errado. foi você mesmo que veio aqui. você sabe que está enganado, mas não quer aceitar. não quer aceitar nem sequer seus próprios motivos para vir até aqui.

– você me chamou…

– eu não tenho como fazê-lo. sou um prisioneiro, esqueceu?

– sim. mas você sabe que me chamou.

– não. foi você que sentiu minha falta. você sabe que precisa de mim.

– não!

– deixe de ser infantil!

– não!!!

– … (risada silenciosa)

– eu não gosto do seu jeito.

– gosta sim. na verdade, eu sou aquilo que você mais ama, mas você não me aceita, não me entende. você só me quer, mas não sabe me ter. só que não há escolha. um dia vai ter que aprender.

– eu estou confuso.

– eu sei. mas vou te contar. não existe resposta.

– corta a filosofia barata!

– você sabe que não é filosofia barata.

– não. eu sei que É filosofia barata.

– sabe? e se lembra o poder desta filosofia barata? você se lembra de como era quando eu abria as asas e voava, e te levava comigo?

– Sméagan…

– há muito tempo que você não pronuncia meu nome. obrigado!

– Sméagan… eu não sei o que fazer?

– Fala meu nome de novo? Me chama de todos os nomes? É tão bom!

– Sméagan… o que eu faço?

– que mudança. agora podemos começar a conversar…

– …

– a primeira lição é que somos o que somos, sentimos o que sentimos, e o vento sopra para onde sopra. é a primeira coisa que a gente aprende antes de aprender a voar.

– você não pode me dar uma resposta prática?

– abra a porta. me deixa sair. vem comigo. aprenda a me amar.

– …

– você tem três dias.

– vou pensar.

– você pensa demais. você tem três dias para abrir a porta, e você sabe por que.

– por que?

– não seja estúpido!

– é o Samhain?

– sim, mas não só isso.

– o que mais?

– lembre-se da vela, do manto estendido no chão, lembre-se do que aconteceu quando você caminhou conosco contra o sentido do Sol…

– …

– lembre-se dela.

– o que você quer dizer?

– eu quero dizer…. lembre-se dela.

– para quê?

– porque é por isso que você veio aqui.

– não… não foi.

– sim. foi. e você não sabe o que fazer com isso. mas a sua pergunta já traz no seio a própria resposta.

– eu não posso fazer isso. não faz sentido!

– o que é que faz sentido? você mesmo não faz sentido. somos criaturas paradoxais que você tornou opostas, mas enquanto eu estiver trancado aqui você não vai encontrar sentido, e nem vai sentir porra nenhuma, seu idiota! você sabe disso.

– eu devo caminhar contra o sentido do sol?

– não. você deve abrir a porta. me deixa sentir o vento. e aí a gente descobre o que faz.

– o vento…?

– é. o vento.

– ou o Vento?

– isso é o que vamos descobrir. me deixa sair?

– me deixa pensar.

– você tem três dias, garoto. aproveite-os bem. depois disso, você corre o risco de ser feliz de novo, ou de continuar sendo infeliz.

– ainda há tempo?

– o único tempo que há agora são três dias. depois, só há a imensidão.

– você sabe que em muitos momentos eu te odiei. em outros eu tive medo de você.

– você sempre teve medo, de mim e de tudo mais. tanto medo, que até te ensinaram a me odiar.

– irônico, né?

– os Deuses são irônicos. e nós também.

– Sméagan…

– … (um sorriso silencioso cheio de dentes)

– … eu te amo.

– até que enfim.

– me deixa pensar, e decidir o que vou fazer.

– três dias, garoto.

– será como o Cuélebre, como o Dâz…

– não. aquilo foi outro tempo.

– e como será então?

– você vai descobrir. pare de fazer perguntas que você sabe serem sem resposta.

– Sméagan…

– vou sentir saudades deste nome…. mas diga. o que quer?

– sinto saudades do Vento.

– eu sei. eu sinto.

– então…

– três dias.

 

três dias.

 

 

“you’re going to reap just what you sow…”

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Sonhei que nem todo o tempo do mundo é suficente para que partilhemos as palavras, imagens, referências e fragmentos da divindade que colhemos ao longo da vida e que nos fazem sonhar…

Fiquei com vontade de partilhar ao menos algumas músicas, alguns vídeos do Enigma, que me fizeram e fazem sonhar. Assistam se assim lhes aprouver.

Enigma – Beyond the Invisible: http://www.youtube.com/watch?v=idZ0qgGZpb0
Enigma – Gravity of Love: http://www.youtube.com/watch?v=aSTV99Uy8hk
Enigma – Return to Innocence: http://www.youtube.com/watch?v=Rk_sAHh9s08
Enigma – Why: http://www.youtube.com/watch?v=A_hp2ubJaNo
Enigma – Silent Warrior: http://www.youtube.com/watch?v=RB_qsKGjTrg
Enigma – Between Mind and Heart: http://www.youtube.com/watch?v=o3JjjSuwEpg
Enigma – Out of the Deep: http://www.youtube.com/watch?v=qfTEusEJ93A
Enigma – Age of Loneliness: http://www.youtube.com/watch?v=APW_QwzGg2o
Enigma – T.N.T. for the Brain: http://www.youtube.com/watch?v=_JrklveW64U
Enigma – Child in Us: http://www.youtube.com/watch?v=D-jk-iovNNI

Em nenhuma ordem em particular…
Pois o caos tem suas próprias configurações, que deixariam boquiabertos aqueles que são viciados pela ordem.

E agora eu posso voltar a dormir e sonhar tranquilamente.

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Acho que nos últimos três dias, e curiosamente na mesma casa em que aprendí esta lição pela primeira vez, redescobri o significado da dádiva (e muitas outras coisas sobre mim mesmo).

Só precisava deixar isso registrado.

É.

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[…] O meu amor ficou na sua bolsa, ouça…

Ela levou e virou madrugada, ladra…

Alguns mistérios se resolvem quando escurece.
Algumas portas se abrem quando se desiste de abrí-las.
Alguns grilhões se soltam quando paramos de tentar fugir.
A saída e a entrada são a mesma porta,
só muda o movimento.

O que faz sentido nem sempre é o que é.
E o que é nem sempre faz sentido.

Existe um mistério e um encanto nas contradições que se combinam
e nos caminhos tortuosos que nos levam
aonde tem que ir.

(as coisas) são como são. São como somos. Como temos que ser…

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