Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘acorda pra sonhar’

Ooops… =)

Acabei de perceber que esqueci de revisar a publicar o velho “Vigília”, que estava em minha lista, e o fragmento que dá seguimento ao “Acorda Para Sonhar” a partir do ponto em que terminou o primeiro fragmento…

Publico logo que possível…

Read Full Post »

Mais um fragmento que pode ou não ser parte de “Acorda para Sonhar”…

…”era difícil enxergá-lo através da névoa do sonho. Não é como se ele não estivesse ali, mas sim como se naquelas condições o seu estar fosse inclompleto…
Não havia muito tempo para perguntar tudo que queria. Lembrava-se do outro sonho, quando ficara falando sozinho. Disparou a pergunta que mais o inquietava.
– Por que isso tudo está acontecendo? Qual o motivo do Dessonhar?
Dánloth sorriu, e sua imagem ficou ainda mais tênue na névoa.
Por um momento pensou que ele iria embora sem responder a pergunta. Mas ele o fez, e sua voz tinha tom de quem achava graça da pergunta:
– A imaginação flui, sempre. Ela não pode se estagnar. E todo fluxo traz no seio o fim de si mesmo e de um novo início. Até os Deuses morrem e renascem. E eu acho que já vou tarde…
Rodrigo ficou perplexo com a resposta. As névoas se fechavam, e Dánloth parecia ir embora sem dar um passo, desaparecendo. Mas depois de sumir, ainda se podia ouvir sua voz ao longe, confundida com o vento:
– Wottan me disse uma vez que os deuses são todos mentirosos, mas que nossas mentiras são tão reais quanto qualquer verdade, se as deixarem ser. Todos nós fomos enganados e transformados pelas mentiras de alguns deles…
Rodrigo sabia que ele estava falando d’Ele. Se já não era grande fã dos cristãos antes, agora sua fúria encontrava um sentido que dava a ela forma e cor. Sentiu-se mal, e levantou-se desajeitado da cama. Não teve tempo de chegar até o banheiro. O vômito saltou dele com pressa, espirrando no chão e na parede do quarto. Mas sentiu-se estranhamente melhor depois disso. Do chão, o vômito cheio de ódio quase parecia cantar para ele…”

Read Full Post »

Era uma vez um homem menino que guardou um momento dentro de uma garrafa de cerveja. Valendo-se das artes de sua velha alma, tomou o momento, as duas almas nele despidas, o sol da tarde que virava noite, e guardou tudo dentro de uma garrafa. Guardou-a em seu armário, a adorava em sua mente — afagava-a em sua imaginação — como se conseguisse tocar dentro dela as almas alí perdidas, morrendo pouco a pouco. Um dia ele abriu a garrafa e deixou tudo sair e se esvair no ar. Mas o dano já estava feito, e para sempre ele carregou no peito o pouco de morte que bem conhecem aqueles que amaram e partiram…

– Esta é uma história triste, L’th.
– Não. Esta é apenas uma história. Nem sempre me recordo dela como deveria.
– Você…!?
– Vamos tomar uma cerveja, cluracão.
– Humm… tá bom. Você não quer falar sobre isso…
– Já falei.
– Você paga?
– Como sempre…

Read Full Post »

Primeiro Capítulo, onde Renato acorda ainda confuso, tropeça em uma cadeira e descobre algumas coisas.

Renato abriu os olhos e se levantou de um salto. Não ouvira o despertador tocar, mas esta parecia uma daquelas manhãs onde se perde a hora. O quarto estava tão claro, de uma luminosidade tão límpida, que não era possível que não fossem já umas dez horas da manhã. Sem olhar para os lados, abriu o armário perguntando a si mesmo se as portas do mesmo não eram antes de outra cor, e foi então quase derrubado pela revoada de borboletas que se espremeu para escapar pelas portas que abrira. Cambaleou para trás com passos desencontrados sacudindo os braços freneticamente, sem conseguir evitar o toque macio das asas das borboletas multicores. Caiu de costas sobre a cama, e o susto pareceu absorvido pela sensação de que esta parecia muito mais macia do que de costume. Foi então que viu as penas que foram lançadas ao ar por sua queda na cama, e começou a se questionar seriamente sobre o que estaria acontecendo. “É claro que devo estar sonhando”, pensou. “Mas que sonho estranho é esse”!

Levantou-se devagar, lutando contra o abraço macio demais da cama que o convidara repentinamente a voltar ao sono. Olhou à volta. Seu quarto ainda parecia seu, mas era outro quarto. O armário branco era agora de uma pátina verde que parecia nova, e era enfeitado por linhas em alto relevo que lembravam algum motivo vegetal. Os pôsteres da parede haviam sumido, mas em seu lugar um quadro de grossa moldura cor de bronze onde se via uma paisagem campestre que parecia se mover de tão vívida ocupava a parede, que era agora de um branco que parecia refletir a luz que atravessava as cortinas. Mas ele também não lembrava de ter cortinas em seu quarto, e muito menos se lembrava de ser sua cama tão grande e macia, encimada por um dossel de tecido verde grosso aparentando também maciez. Havia ainda uma cadeira, mas não era mais a mesma cadeira. O estofamento avelulado verde era totalmente diferente de sua contraparte cinzenta da cadeira de escritório que antes houvera alí, e do corpo da cadeira quatro pernas esguias alcançavam o chão coberto por um tapete macio que antes também não estava alí. Era tudo diferente e familiar, e Renato não sabia se ria ou gritava. Era um sonho estranho e vívido, e não estava bem certo de que queria acordar.

Acalmou-se. Respirou fundo. Abriu as cortinas e olhou pela janela. A brisa fresca que invadiu o quarto o surpreendeu, mas a paisagem inesperada que encontrou tomou seu fôlego a ponto de torná-lo absorto à brisa. A vista da rua próxima, que antes cruzava dois andares abaixo de sua janela, havia sido substituída por um tapete de névoa que tornava impossível saber o que havia debaixo, se é que havia mesmo alguma coisa. Aqui e ali, na distância, torres delgadas perfuravam a névoa, tornando todo o cenário ainda mais surreal. O céu muito azul contrastava com nuvens macias que o emolduravam e pareciam mover-se preguiçosamente. O sol não estava visível, mas as sombras projetadas pelas torres na névoa faziam advinhar que era ainda cedo na manhã, ou talvez um entardecer estranho. Renato não conseguia parar de olhar.

Havia pássaros na distância, mas estavam tão distantes que deveriam ser grandes demais, ou então o dia claro melhorava sobremaneira a sua visibilidade. Fixou o olhar nas uma, duas, três torres que conseguia distinguir. Eram diferentes entre si. Uma delas era mais escura, e mais grossa, enquanto as outras duas eram mais finas. Uma delas terminava em algo que parecia com uma gota e seu telhado pontiagudo espetava o ar. A outra torre delgada, assim como a escura, terminavam em pátios com améias distintos entre si em diâmetro e desenho. Tanta diferença com tanta riqueza de detalhes inicialmente absorveu tanto a Renato que ele não conseguia pensar em nada, mas logo depois se colocou a pensar em sua vida — ou em como sua vida deveria ser ao acordar, e não estava sendo.

Pensou no trabalho, no emprego de programador que ele não chegava a gostar, mas que parecia uma maneira relativamente fácil e segura de pagar as contas. Pensou se a esta hora estaria atrasado para o mesmo, se é que o tempo passava aqui da mesma forma que… que em seu mundo. Começou a duvidar sequer de que estivesse acordado, e o pensamento de que poderia em breve ser acordado pelo despertador provocou-lhe um pouco de tristeza. Ao mesmo tempo que tudo aquilo era assustador, era também estranhamente reconfortante. Lembrou-se então de seus amigos, alguns que trabalhavam no mesmo lugar que ele, outros que via apenas em suas horas de diversão fora do trabalho. Não sabia se sentia falta deles. Provavelmente sentia. Mas também se perguntava se ficaria triste demais se fosse possível nunca mais voltar para aquele outro mundo. Aquele em que parecia estar o fazia sentir tão melhor, mesmo que fosse perturbadoramente diferente e estranho e imprevisível…

Uma grande sombra, que pareceu ter vindo de cima do lugar onde estava, se projetou escurecendo a névoa enquanto se afastava — ainda muito perto — e o despertou de seus pensamentos. Olhou instintivamente para cima, e a visão de um pássaro tão enorme de penas tão prateadas o deixou tomado de susto e temor, mas também de admiração. E foi então que sentiu que o pássaro sabia que ele estava olhando para ele. Não sabia como, mas sabia que ele sabia, e isso o fez assustar-se demais para permanecer na janela. Voltou de um só pulo para dentro do quarto e acabou por tropeçou na cadeira, que foi ao chão com um barulho abafado pelo tapete. Segurou-se no armário para não cair, e respirou fundo. O ar tinha um cheiro tão bom! Foi então que ouviu a voz que vinha de fora da porta, aguda de um modo pueril, ainda que firme:

– “Não derrube seu quarto inteiro, Andiel!”
A voz foi interrompida, ou se interrompeu, com uma risada cristalina e aguda. E então continuou.
– “Estou esperando você! Venha logo. Quero saber o que você queria comigo quando me mandou aquela carta.”

Renato engoliu em seco. Ficara tão paralisado pela idéia de que havia mais alguém ali, que nem se apercebera de ter sido chamado por outro nome. Pensou em se esconder, ou fingir que não estava ali — apesar do barulho que fizera tropeçando nos móveis — mas percebeu que nada disso fazia sentido. Pensou então em responder alguma coisa através da porta, mas não conseguiu pensar em nada, e logo depois descobriu que estava assustado demais para falar. Tentou retomar o fôlego e alisar as roupas, e descobriu então que não estava vestido. Não prestou atenção ao fato de que sua pele branca e sua púbis eram agora desprovidas de qualquer pêlo, como as de uma criança. Atrás da porta que restara aberta no armário, pôde entrever que lá havia várias roupas com tons de verde e castanho e púrpura e couro. Nem bem pôde dar mais um passo em direçâo à porta aberta do armário, tomado pela idéia de vestir-se antes de fazer qualquer outra coisa, Renato ficou paralisado com a próxima coisa que ouviu através da porta.

– “Ora! Responda logo, seu sonhador tolo. Não é só porquê sou um Tilitíg que tenho que ser paciente. Venha logo ou vou arrancar você daí pelas asas!”

“Asas!?”, pensou Renato, um instante antes de encontrar o espelho.

***

Eles me acordaram me soprando esta história, que não é parte das três narrativas básicas da Queda do Oeste mas ainda assim se encaixa à história de uma forma que ainda me é misteriosa. Os outros capítulos estão sendo vertidos para o papel, mas ainda não me contaram o que vai acontecer depois do terceiro capítulo. Confio que vão contar em breve, se eu for um bom menino e escrever o que já me foi dito…

Read Full Post »

Por vezes sonho em escrever alguns contos que, por indisciplina ou preguiça ou qualquer outro motivo assim, acabo não escrevendo. Fico sempre com a sensação de que algum dia voltarei àquele conto e saberei o que dizer, saberei o que escrever. Por vezes tenho vontade de desistir, mas isso não faz a menor diferença. Penso em apagar o conto para não ter mais que pensar nele, mas isso também não faria a menor diferença. Então eu os deixo lá, esperando a possibilidade de que eu um dia acorde e saiba escrevê-lo de um jeito até melhor do que o comecei.

É assim com muitos de meus contos, principalmente com este que seria um de meus prediletos se eu um dia conseguisse terminá-lo. Seu nome é Acorda pra Sonhar.

Reproduzo abaixo a primeira parte do conto, revisada rápida e não invasivamente hoje. Não me lembro quando o comecei. Espero que um dia acorde e saiba como terminá-lo…

(fragmento de Acorda pra Sonhar)

“Você acorda com o despertador, mas não está realmente acordado. De fato, você não esteve realmente acordado desde… desde que se lembra. Sentado na cama, um tanto relutante – você não quer ir para o trabalho – tenta se lembrar de seus sonhos. Não consegue lembrar-se nem sequer se sonhou. Lembra-se vagamente Dele, do Outro, e da forma como Ele olhava pra você, mas não sabe se O sonhou ou se só O imaginou. Todas as perguntas já desapareceram quando você começa a escovar os dentes, balançando-se para um lado e para o outro e morrendo de sono. Você não está realmente acordado, mas está de pé. Tem que se contentar com isso. Ao menos não vai perder a hora novamente. Se Ele estivesse alí, lembraria você de perguntar a si mesmo quem é você. Você provavelmente não saberia a resposta. Você não está acordado o bastante para isso.

Cambaleante, com a cabeça vazia e um bocado tonto, você começa a se vestir. Tenta se lembrar se bebeu ontem, ou se ficou acordado até muito tarde. Você quase sempre faz alguma das duas coisas. Passando o dia inteiro no trabalho você não tem muito tempo para dedicar a você mesmo. Não que você utilize muito bem o tempo que rouba do seu sono. Você não presta muita atenção na roupa que veste. Uma calça e uma camisa que você usou apenas uma vez nos últimos dias, as botas de sempre, um casaco para a chuva do fim do dia… Você tem que economizar roupas, pois a lavanderia está cara e você não é muito bom com o dinheiro. No caminho até o carro você fica ofuscado pelo sol e se lembra que esqueceu os seus óculos escuros. É uma forma levemente ruim de começar o dia.

Dirigir nem sempre é uma coisa prazeirosa para você. Você até queria gostar, mas por algum motivo acha tão enfadonho quanto qualquer outra coisa. Quando é dia as ruas estão cheias e todos os sinais da W3 parecem se fechar quando você se aproxima deles. É um saco. Quando está quente, fazendo aquele calor matinal das épocas de chuva no cerrado, e você está rodando rumo a outro dia entediante, dirigir é quase uma tortura. Por outro lado você gosta de dirigir à noite, quando as ruas estão vazias, quando você pode acelerar o carro e dirigir de um jeito menos automático. Geralmente você está bêbado, ou ao menos animado, nestas situações. Você geralmente se diverte mais quando está bêbado. Algo em você acorda nestas horas, e uma outra parte que não te faz muito feliz vai dormir. Mais um sinal fechado, e você não quer pensar em você mesmo. Está entediado, mortalmente entediado, e o dia está apenas começando.

Você desce do carro e tranca a porta. Você nunca tem saco de colocar o alarme. O dia está quente e você está muito longe de onde queria estar, embora você não saiba ao certo onde você queria estar. Um colega de trabalho acena pra você. Ele está descendo de seu carro também. Parece animado. Você acena de volta, consciente de que deve estar exibindo um sorriso amarelo beirando o marrom. Duas senhoras olham para você enquanto você caminha para a entrada do edifício. Olham como se você fosse um bocado esquisito, o que talvez você seja. Você as ignora, como ignora a maioria das pessoas. Nem sempre você sabe o que dizer a elas. Isso te deixa nervoso, pois as pessoas parecem esperar que você diga algo a elas. Na maior parte do tempo você apenas não está interessado no que elas tem a dizer também. Mesmo assim, ultimamente você não acha que tenha muito a dizer também.

Ás vezes você queria ser normal — ser como os outros — mas você não sabe ao certo o que isso quer dizer. Quando olha de verdade para a vida da maioria das pessoas que o cercam, você tem a impressão de que eles não são felizes. Parecem de fato viver vidas muito chatas. Veja aquele pessoal do escritório, e mesmo aqueles seus amigos lá do boteco. Eles se divertem ao modo deles, mas você não tem certeza de que se divertiria no lugar deles. Há algumas pessoas cuja vida e modo de ser você admira, mas é isso… você gosta que elas não sejam você, para que elas possam estar em sua vida. De qualquer modo você não iria querer viver a vida delas — elas também parecem inadequadas para você — não são o tipo de vida que poderia ser a sua vida. Então você se pergunta o que é ser normal, não encontra resposta, e acaba desistindo da idéia. É então que você se sente bem com a idéia de tentar ser você mesmo. Não que você saiba ao certo o que isso quer dizer também.

Sentado em sua mesa, você liga o seu computador e espera impacientemente pela inicialização do sistema. Todos à sua volta estão trabalhando. Alguns acenaram para você enquanto você chegava. Você acenou de volta, fingindo estar feliz. Geralmente as pessoas se contentam com isso. Olhando para a tela preta onde passam linhas e mais linhas de um computês impenetrável do qual você só entende uma ou outra coisa, você traça um paralelo entre aquilo e a sua vida. Você poderia entender muito mais do que entende, mas não tem saco para tentar entender, e então as coisas simplesmente passam. Mais uma vez você resolve não pensar nisso. Gostaria de saber para onde ir, ou o que fazer para ser feliz. Gostaria de perguntar para Ele, mas Ele deve ser apenas parte da sua imaginação. Algumas pessoas tem amigos imaginários. Eles aparecem, falam, contam histórias e segredos, e ouvem o que você tem a dizer. Você só tem uma pessoa imaginária que está em algum lugar que você nâo sabe ao certo qual é, que nunca aparece, nunca diz nada e apenas olha pra você enquanto você o imagina. Ao mesmo tempo Ele parece muito com você, e não se parece em quase nada. É como se Ele fosse alguém que você gostaria de ser, mas isso só parece possível no lugar onde Ele vive, e provavelmente este lugar também é parte da sua imaginação. Olhando para a tela do computador, você percebe que este já está pronto para o uso. Você não tem que pensar para descobrir que você não quer usá-lo, de qualquer forma. Então apenas checa o seu email e fica tentando se distrair na internet enquanto ninguém olha de modo estranho para você por isso.

Alguns emails te interessaram. Um ou outro de pessoas queridas, um ou dois dizendo coisas interessantes. Você os respode com um expontâneo ar de sábio enigmático e divertido. Nestes momentos você até gosta de você — nos momentos em que está escrevendo algo — mas o prazer é momentâneo e você volta a ficar entediado. Há alguma coisa faltando, sempre houve, em você ou sua vida. Por vezes você acha que Ele sabe a solução. Por vezes você acha que a solução não existe, e que a vida é assim mesmo. Em dias como este, você prefere nem notar que alguma coisa está faltando.

Ele deve estar rindo de mim em algum lugar, você pensa. Foda-se, pare de rir e venha aqui me tirar desta vida se é que você existe — você diz entredentes. Nada acontece. A vida deve ser assim mesmo. Este é mais um dia ruim. Quem se importa? Ele? Você não se importa. Você gosta de acreditar que está tudo bem, quase tanto quanto gosta secretamente de acreditar Nele. Nenhuma das duas coisas te faz mais feliz. Mas o que mais você pode fazer, afinal?

Em dias como estes, você se sente como um náufrago. Não, pior do que isso! Em dias como estes você se sente ridículo por se sentir como um náufrago. É uma merda. Ou nem é tão ruim. Muitas coisas poderiam ser piores. Você se sente pior por isso.

No fundo, você só queria acordar deste sonho ruim. Mas o quê aconteceria se você acordasse?
Até o trabalho parece menos pior do que ficar preso nesta arapuca de pensamentos que não saem do lugar, então você decide trabalhar. Mesmo assim, uma voz lá no fundo continua ecoando na sua cabeça e dizendo que você só queria acordar…”

Um dia eu descubro como contar o que acontece depois. Prometo que conto pra vocês, quando souber…

Read Full Post »