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Posts Tagged ‘changeling’

E por falar em cultivar a Imaginação, um novo usuário entrou no meu há-muito-silencioso grupo de discussão sobre Changeling e está trazendo vida nova ao lugar, e à imaginação dos membros mais antigos. Este post é para aplaudir a imaginativa e revitalizante chegada de Werban ao Changeling: the Dreaming – Brasil.

Valeu, Werban!

UPDATE:
Até agora, Werban já abriu tópicos interessantes sobre Changelings Brasileiros, Changelings no Futuro, Changelings no Passado, Lugares Mágicos e os Vampiros Kyasid.

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O primeiro gole de café em um fim de tarde como este é duas vezes o melhor do dia. Primeiro, pelo café. O primeiro gole é sempre o melhor. Segundo, pela tarde, que vai se esvaindo como uma serpente que chega e vai embora sem a gente notar, cheia de cores e perigo. Estendeu a mão para pegar os cigarros, mas deparou-se com o maço vazio. Se pegou tentando lembrar daquele feitiço que fazia chover, e na viagem pela memória não viu a noite cair. Quando olhou no relógio, praguejou. O cluracão estava atrasado, o que provavelmente significava que não viria. Melhor seria se fosse por preguiça ou descaso. Mas provavelmente isso também significava problemas. Se lhe restava beber o café e se preparar para a noite. Não contava mais com a sorte. Olhou à volta procurando um padaria. Não queria ficar sem cigarros em uma noite como aquela.

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(…) Emmaldeth ganhou um rosto e uma voz. Alguns gatos apareceram na Casa de Pedra. E a história de Nyall, e sua dor, assombraram meu adormecer. Em seu kimono de seda azul e negra, ela me contou sobre seu dilema e sobre a parte de sua alma que ela não sabe onde está.
Quartos de crianças podem ser um bocado assustadores, mas todos tem um encanto e uma porta que ninguém enxerga nem sabe onde vai dar. Algumas pessoas se esquecem de quem são, mas sempre são, no fundo, aquilo que sempre foram. Elas só precisam ser relembradas pelo céu, ou pelos amigos.
Tydel me mostrou seu livros e ganhou uma nova casaca. Ele mora na casa onde não se deve abrir as portas que não se fechou, nem se deve incomodar os gatos.
Enquanto isso, no andar de baixo, uma criança nunca nascida chora audivelmente nos sonhos daquela que seria sua mãe. Dizem que ela é louca. (…)

Farrapos de sonhos e anotações de uma Crônica de Changeling.

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Hoje, chegando na casa da Patinha, ví dois pássaros pretos em sua discreta elegância andando na beira do pilotis. Não fizeram muito caso de mim. Por quê o fariam? Mas, mal sabiam eles, o quanto eu os observei em busca do Tydel que já estava quase sumindo de minha lembrança.

Preciso voltar ao Changeling. Tydel e o resto do Círculo da Casa de Pedra me esperam…

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O pequeno redcap Daniel escreve em seu diário:

“Nos últimos 2 dias ele passou por um processo que não sabe descrever bem, mas aceitou com relativa facilidade. O mundo se expandiu a partir da mescla com outro, de sonhos. Depois de ser perseguido por um cachorro sem rosto, começar a ver mais do que o simples “real”, ser salvo por outro cachorro e desmaiar, ele acordou no quarto de Áureo um saxofonista que mora em uma kitnet na 709N, interpretado pelo Pádua. Conheceu também Helena, uma garota de uns 15 anos que gosta tanto de Lain que se veste como ela.

Mais entre as pessoas que conheceu a que mais ajudou a entender o processo pelo qual ele estava passando foi Boa, um homem vindo da África que anda com um belo cajado. Daniel, talvez pela pouca idade, talvez pelo mundo de fantasias que criou e em que vivia para fugir da solidão, aceitou com alguma facilidade a mudança. Talvez porque sempre soubesse que aquele mundo existiu.”

Leia o resto por lá

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O pequeno redcap Daniel escreve em seu diário:

“Nos últimos 2 dias ele passou por um processo que não sabe descrever bem, mas aceitou com relativa facilidade. O mundo se expandiu a partir da mescla com outro, de sonhos. Depois de ser perseguido por um cachorro sem rosto, começar a ver mais do que o simples “real”, ser salvo por outro cachorro e desmaiar, ele acordou no quarto de Áureo um saxofonista que mora em uma kitnet na 709N, interpretado pelo Pádua. Conheceu também Helena, uma garota de uns 15 anos que gosta tanto de Lain que se veste como ela.

Mais entre as pessoas que conheceu a que mais ajudou a entender o processo pelo qual ele estava passando foi Boa, um homem vindo da África que anda com um belo cajado. Daniel, talvez pela pouca idade, talvez pelo mundo de fantasias que criou e em que vivia para fugir da solidão, aceitou com alguma facilidade a mudança. Talvez porque sempre soubesse que aquele mundo existiu.”

Leia o resto por lá

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“- …Vocês não apenas perderam os caminhos, queimaram os mapas e viraram as costas para as terras do Sonho. Vocês também construíram cidades a toda a sua volta, com tantas luzes e cores que te fazem esquecer de que sequer existia algum lugar além delas! São suas fortalezas, suas muralhas, o artifício da inconsciência consensual que se tornou tão bem vinda. O que aconteceu com vocês? E, mais do que isso, por que é que você ainda me pede ajuda depois de tudo?
– Somos humanos. Quer dizer, a maioria de nós o é ao menos em parte, e todos o são ao menos um pouco. Você sabe como é isso, né?
– …
– Temos um dom para descobrir e esquecer coisas.
– …
– Trouxe um pouco de whiskey.
– …!
– Que tal um copo de whiskey, uma boa conversa, quem sabe até contar algumas velhas histórias…
– Filho de uma puta! Me dá um gole, então.
– Certo. Agora vamos conversar sobre aquele caminho…”

O’Duiréagh conversa com L’Th em algum lugar à vista de todos, ainda assim invisível à maioria.

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eu detesto quando chega a noite.
fica silencioso demais e as pessoas tem que dormir.
eu detesto, detesto, detesto ter que dormir.

quando eu vou dormir, eu penso.
e quando eu penso, eu lembro,
e eles vem até mim…

minha barriga ronca.
não tem nada para comer aqui.
tento dormir.
mas eles vem até mim…

alguém escuta música
no andar de cima.
eu não queria estar sozinha aqui.
porque aí eles vem até mim…

alguém grita lá fora.
eu grito em silêncio aqui dentro.
meu pulso dói.
eles estão chegando…

vou chorar. não. não quero chorar.
estou com fome mas não vou comer.
quero ir embora
e eles vem até mim….

ele me bateu. ele me bateu muito.
e doeu mais dentro do que fora,
porque ele bateu tanto que parou de doer no corpo.
e ele matou meu filho.

mas a culpa foi minha. a culpa é minha.
sempre. sempre sou a culpada
todos colocam a culpa em mim.
então fui eu que matei meu filho.

mas eu não tinha escolha.
estava muito difícil. eu não aguentava mais
e não havia ninguém mais lá. só ele.
então foi ele que matou meu filho.

mas então ele descobriu
que eu estava vendo ele,
outro ele, todos eles…
eles mataram meu filho.

mas isso não importa mais.
eu matei, eles mataram,
ele está morto,
meu filho.

ele está vindo para me buscar.
todos eles estão.
querem me buscar pra me trancar de novo
querem me buscar pra me bater de novo
querem me buscar para morrer de novo
querem me buscar para me xingar de novo
querem me buscar para me matar…
não…
fui eu…
ele…
eles…
que
mataram.
eu
não
eu
matei
eu
não
sei…

vão embora!

vocês não mataram meu filho
vocês mataram a mim
e agora meu filho morto
vive minha vida
para vir aqui me buscar
e me levar embora
em seu lugar…

ele vai me matar.
mas eu já estou morta.
quero ir embora
e eles estão chegando…

estamos todos mortos.
mas eu queria tanto tanto tanto
poder
viver.

(imagem por Nessie1001 no dA)

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a menina bonita se sentou no banco.
ela tinha um papel na mão e olhava para o nada.
vários passarinhos passam por mim. querem comida.
também tenho fome, mas esqueço.
está escurecendo, e a moça está sentada no banco.
dois meninos passam correndo e gritando. me assusto.
vou até debaixo daquela árvore. a grama está seca
e a moça continua sentada no banco.
seus pés se retorcem. o vento levas algumas folhas.
ela olha para o papel, e depois olha para os blocos.
não parece estar vendo nada. parece estar chorando
está escurecendo. está esfriando. cadê os pássaros?
a menina está chorando. ela é tão linda e tão triste.
sua pele é tão branca… e ela é tão magrinha,
que parece doente.
será que ela está doente?
droga! lá vem um cachorro! odeio cachorros!!
é melhor sair daqui…

lá está a menina. está andando.
tem um menino indo atrás dela.
não. não parece ser só um menino.
ele tem alguma coisa estranha nele.
ele não é como eles, mas não é como eu.
está ventando. e este vento é diferente.
tem borboletas no anoitecer muitas.
e o menino continua andando atrás dela.
vou chegar mais perto.

a menina está chorando, sentada debaixo do bloco.
o menino fala com ela. entendo, mas ignoro.
não é o que ele está falando que importa.
ele tem um cachorro enorme atrás dele,
mas eles não podem ver o cachorro.
eu posso. ele ainda não é real, mas eu posso.
e olhando de perto posso ver a coisa fria dentro da menina.
o que será aquilo? ela está doente mesmo?
a menina segura o papel, tentando escondê-lo do menino.
então o menino começa a desenhar.
será que ele não vê o cachorro?
será que ela não vê a coisa em sua barriga?
acho que vai chover. é uma chuva estranha.
o menino desenha árvores, e um cachorro.
ele desenha outro cachorro, então.
ele está desenhando o cachorro que está atrás dele.
e então eles olham para mim, mas não me vêem como sou.
e a menina não chora mais,
mas a coisa fria ainda se retorce dentro dela.

acho ela está morrendo. não sei porquê.

vai chover.
é melhor sair daqui antes que minhas penas fiquem molhadas.
estou com medo dessa chuva

vou embora com a menina e sua morte na cabeça.
mas sinto que também vou encontrar o menino
e o cachorro
por aí…

este é
um anoitecer
estranho.

tenho fome.

vôo para casa.

(imagem por VikaLC, no dA)

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Já é quase quinta-feira e não tive tempo de me debruçar sobre as “coisas dos changelings” nesta semana (e nem muito menos de escrever mais algumas coisas sobre a história por aqui). Mas a vida é assim. Por vezes a gente passa o dia correndo atrás do corcel antes de conseguir montá-lo, exausto, ou cair de exaustão tentando.

Como corre este cavalinho da vida…

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