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Posts Tagged ‘culturas do brasil’

Eu mencionei que meu segundo artigo sobre os mitos e lendas do Brasil, vistos pela blogosfera, já foi publicado no Global Voices em Português também? De fato, já estou trabalhando no terceiro artigo, que trata sobre o Sací Pererê.

Querem saber? Se pudesse, eu fazia uns 7 artigos sobre os mitos, lendas, assombrações e imaginários brasileiros e latino-americanos. Não me faltam assunto nem tesão pelo tema.

Que São Eduardo Galeano nos abençoe. :)

UPDATE:
O terceiro artigo da série, sobre o Sací Pererê, já está no ar tanto no Global Voices Online quanto no Global Voices em Português. Espero que gostem.

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Acabei de receber a dica da Apsara, minha irmã (que link eu coloco para você, minha linda?) de que já saiu no YouTube um vídeo da reunião que encerrou a mobilização feita ontem em prol do Teatro Oficina Perdiz, que estava ameaçado de demolição (mais uma vez).

Sem mais enrolação (ão ão ão!), segue o vídeo:

Viram o vídeo?

Como vocês podem ver, esta foi uma vitória importante mas ainda há muita luta pela frente. Fiquem ligados aqui no Caderno do Cluracão, e na comunidade do Teatro Oficina Perdiz no Orkut, para serem informados dos próximos andamentos da luta em defesa deste pitoresco e importante teatro.

Acho particularmente importante dar atenção às tais denúncias de acumulação de entulho e de “bichos e escorpiões” que grassariam nestes mesmos. Serão verdadeiras? Serão ataques anônimos de má fé contra o teatro? As duas coisas? Para o povo do Perdiz, fica o toque para que fiquem ligados nisso.

Por hora, parabéns a todos que participaram direta ou indiretamente desta etapa da mobilização em prol do teatro. Estamos todos de parabéns.

Boa sorte ao Perdiz e eu fantabuloso Teatro, e aos artistas da minha terra, e à Cultura de Brasília e do Brasil. Segue a saga.


UPDATE:
O João Arnolfo do viaecologica.com também fez e publicou um vídeo sobre a defesa do Teatro Oficina Perdiz (dica do Technorati):

(curiosamente, até um blog russoecoou este vídeo)

Enquanto isso o blogue da Rádio Livre RalaCoco 101.3FM, da Universidade de Brasília (ô saudade!), também fez um post sobre a mobilização. A meu ver, os Dragões não tem nada a ver com o problema e não deveriam ser injustamente culpados (Salvem os Dragões!!!), mas o post é válido mesmo assim.

Eu eu continuo ligado história, e pronto para ajudar o Teatro Oficina Perdiz e os colegas da cultura de Brasília no que for possível…

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Acabei de receber a dica da Apsara, minha irmã (que link eu coloco para você, minha linda?) de que já saiu no YouTube um vídeo da reunião que encerrou a mobilização feita ontem em prol do Teatro Oficina Perdiz, que estava ameaçado de demolição (mais uma vez).

Sem mais enrolação (ão ão ão!), segue o vídeo:

Viram o vídeo?

Como vocês podem ver, esta foi uma vitória importante mas ainda há muita luta pela frente. Fiquem ligados aqui no Caderno do Cluracão, e na comunidade do Teatro Oficina Perdiz no Orkut, para serem informados dos próximos andamentos da luta em defesa deste pitoresco e importante teatro.

Acho particularmente importante dar atenção às tais denúncias de acumulação de entulho e de “bichos e escorpiões” que grassariam nestes mesmos. Serão verdadeiras? Serão ataques anônimos de má fé contra o teatro? As duas coisas? Para o povo do Perdiz, fica o toque para que fiquem ligados nisso.

Por hora, parabéns a todos que participaram direta ou indiretamente desta etapa da mobilização em prol do teatro. Estamos todos de parabéns.

Boa sorte ao Perdiz e eu fantabuloso Teatro, e aos artistas da minha terra, e à Cultura de Brasília e do Brasil. Segue a saga.


UPDATE:
O João Arnolfo do viaecologica.com também fez e publicou um vídeo sobre a defesa do Teatro Oficina Perdiz (dica do Technorati):

(curiosamente, até um blog russoecoou este vídeo)

Enquanto isso o blogue da Rádio Livre RalaCoco 101.3FM, da Universidade de Brasília (ô saudade!), também fez um post sobre a mobilização. A meu ver, os Dragões não tem nada a ver com o problema e não deveriam ser injustamente culpados (Salvem os Dragões!!!), mas o post é válido mesmo assim.

Eu eu continuo ligado história, e pronto para ajudar o Teatro Oficina Perdiz e os colegas da cultura de Brasília no que for possível…

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Levando alguns passos em frente (por um caminho mais produtivo) o post anterior, estava pensando sobre a importância da existência de literatura ambientada em uma cidade para a construção do imaginário de (e sobre) aquela cidade. No caldeirão desta reflexão, junto 3 sentimentos semelhantes em natureza e distintos no tempo e no espaço.

O primeiro é o sentimento de isolamento e “saudade do desconhecido” que experimentava nos tempos em que só lia literatura estrangeira. Sentia falta de encontrar a minha cultura, a minha nacionalidade, nas histórias que me moviam.

O segundo sentimento era um sentimento de falta. A falta de literatura sobre Brasília, que narrasse histórias brasilienses, sob os céus da Cidade Seca, falando das coisas daquele lugar — capturando seu espírito, evidenciando-o. A este sentimento respondi me propondo quase naturalmente a só escrever a respeito daquela cidade, no meu período de contista que foi de 2003 a 2006.

O terceiro sentimento é o encanto cantado no post anterior, de andar por uma cidade que é pano de fundo e personagem de uma boa parte daquilo que ando lendo hoje em dia. Isso não é sem propósito; desde que me mudei para o Rio me propus a mergulhar e conhecer a literatura carioca que fale sobre a cidade. A sensação de ler sobre Copacabana, sobre o Jardim Botânico, sobre a rua Voluntários da Pátria em Botafogo (onde trabalha o médico da morta de Bufo & Spallanzani, de Rubem Fonseca), sobre a Urca onde um homem morre afogado enquanto Clarice Lispector experimenta seu vestido… sobre tantos lugares e histórias cariocas… é simplesmente fantástica. É como estar finalmente inserido e contemplado integralmente em um universo ao mesmo tempo real e secundário, imaginário e sólido. É a magia penetrando o dia a dia.

Isso me leva de volta ao questionamento do segundo sentimento: É necessário que as pessoas escrevam sobre suas cidades, sobre suas realidades, sobre suas vidas e as vidas das quais são testemunhas. Há de se falar de jeitos, trejeitos, ruas, espaços, apertos, histórias e ilusões de cada cidade — e de sua gente. Uma cidade sobre a qual há rica literatura é mais real do que a sua realidade física, é super-real, é mais forte e se entranha na carne do leitor-morador.

É por estas e por outras que me sinto em dívida com minha cidade natal quadradinha. Eu tenho que escrever sobre aquela cidade! Tenho que viver mais dela, e escrever mais, muito mais, sobre ela! O Rio já está em boas mãos. É bom de morar, é bom de ler. Mas quando não estiver escrevendo sobre a Terra Encantada, quero escrever sobre a minha terra.

Brasília ainda carece de quem conte suas histórias. Eu ainda careço de contar as histórias da minha Brasília. Ouço o chamado. Um dia eu chego lá…

Já que declarei em meu post anterior meu amor pelo Rio, agora é hora de declarar também o meu amor por Brasília, sua gente, sua terra que vira poeira no ar e seu vento seco que embaraça os cabelos e o coração. Eu também amo Brasília, e ainda vou escrever muito sobre ela. Ela merece!

(mas para quem também ficou com água na boca para ler sobre Brasília, humildemente prometo publicar mais dois de meus contos brasilienses no Overmundo logo depois que publicar a quinta parte de O Cavaleiro e o Dragão. Para quem não quer esperar, sempre há Na Saída e A Moça Acenando na Janela.)

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Mais bacana ainda do que as traduções de H.P.Lovecraft feitas pelo Viktor Chagas (também conhecido como KA-AK-KIM) e publicadas no Overmundo, é o site de nosso discreto e inspiradíssimo overcolaborador. O ContoAberto.org, que acabo de descobrir na pesquisa feita para meu post sobre as traduções de Lovecraft, salta aos olhos logo à primeira vista como um excelente projeto de difusão e discussão da literatura independente brasileira. Para falar sobre o site, prefiro usar as próprias palavras de nosso escritor-colaborador na descrição do projeto contida no próprio site:

“CONTOABERTO.ORG é um espaço experimental para reflexão literária. Um canal independente de produção e circulação de conteúdos hipertextuais.

Nascido nos idos anos 90, bem no finzinho da década, em 1999, o projeto Quem conta um ponto aumenta um conto… funcionava a partir de duas vertentes principais: uma, como galeria, expondo trabalhos e obras conclusas de escritores inéditos e desconhecidos do grande público; a outra, propondo-se a iniciar uma série colaborativa de contos e poesias, em que cada autor podia escrever seu capítulo, sua estrofe, e daí aumentar o seu conto.

Funcionando como uma espécie de revista eletrônica, as atualizações a cada versão traziam um novo desenho gráfico e novas contribuições de autores nacionais e internacionais de língua portuguesa, sem qualquer ônus para os escritores. Bastava apenas que seus trabalhos fossem remetidos para a equipe editorial do site e avaliados positivamente.”

Espaços como o ContoAberto.org são fundamentais, assim como o Overmundo, para o novo movimento de crescimento da produção e publicação literária independente brasileira. O uso da rede como espaço de fomento, captação, agregação e difusão dos produtos de tantos artistas ora desconhecidos de nosso enorme país é fundalmental não apenas para a literatura, mas também para o teatro e a música independentes do Brasil (assim como de todo o resto deste mundo).

Aproveito para deixar aqui os meus sinceros parabéns para o Viktor pelo site, pelas iniciativas, pelo seu ótimo texto e, por que não, por ser um cara tão bacana.

Sem maiores rasgações de seda, vou mergulhar no ContoAberto.org e tentar descobrir algumas das coisas fantásticas que devem haver para serem descobertas por lá.

UPDATE:
O Blog do Viktor no ContoAberto é bem bacana, e o WikiContoAberto com sua proposta de produção colaborativa a muitas mãos é outra idéia muito boa do nosso bom e sábio rapaz dos pés chinelentos. Estou encantado.

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