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Posts Tagged ‘devaneios’

Sabe?

Sabe aqueles dias em que você acorda e se pergunta “era isso mesmo que eu queria?”, e não sabe a resposta?

Sabe aqueles dias em que você percebe que tem muitas pessoas que você queria encontrar, mas nunca encontra, muitos lugares que um dia quis visitar, mas nunca visita, muitas coisas que queria fazer, mas não faz?

Sabe aqueles dias em que você analisa os sacrifícios que fez e se pergunta se ainda está afim de fazê-los, e se eles ainda fazem sentido?

Sabe aqueles dias em que você se lembra mais uma vez que decidiu recorrer às anestesias digitais por um motivo, e se lembra dele?

Sabe aquele dia em que você percebe que cansou, e que tá na hora de mudar?

Pois é.
Sabe… hoje é um destes dias pra mim.

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Não aguentava mais se dividir entre tentar trabalhar e matar os infinitos mosquitos que invadiam a casa no final da tarde. Por mais que eles os matasse, sempre apareciam mais. E eles eram do tipo insistente, que não tem medo de safanão ou remédio contra mosquitos. Não sabia mais o que fazer, e as picadas se multiplicavam, virando placas vermelhas sobre sua pele.
Foi então que começou a pensar em como seria se todos os mosquitos mortos continuassem zumbindo, suas almas impedidas de ir embora pela sede de sangue. Seus zumbidos seriam inevitáveis, advindos de corpos intangíveis que nunca mais encontrariam satisfação ou paz, e nem dariam paz aos viventes. Pensou em necromantes zumbintes arrebanhando os espíritos de sanguessugas esmagados, ou devolvendo os movimentos a corpos semi-destruídos de mosquitos zumbis… zumbís zumbintes…
Argh.. sim, poderia ser bem pior. Agora é melhor voltar ao trabalho. Ao menos os mosquitos mortos continuam mortos, e em menos de uma hora todos os mosquitos vivos irão embora para parir… mais mosquitos.

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O FFF me fez relembrar da mágica da Subcriação. Palavra e sabedoria que os dias banais me haviam feito esquecer…

Já te agradeci o bastante, FFF?

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Não é a primeira vez que as demandas da vida, e mesmo suas reviravoltas assustadoras, me tiram o chão para depois me deixar suavemente em novo solo — mais elevado. É batido dizer que há males que vem para o bem. Mas eles realmente existem, e os problemas dos últimos dias serviram não só pra me ensinar algumas boas lições, mas também para me dar mais clareza sobre quem sou, o que quero, o que gosto, e sobre como viver.

Tá. Estou falando um monte de frases batidas, mas o que posso fazer se este é o modo mais simples de dizer que estou agradecido por tudo que aconteceu, e me sentindo bem melhor comigo mesmo agora?

Pois é.

Seguimos vivendo e contando histórias…

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São coisas da Alma…

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São coisas da Alma…

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“Agora só durmo, há tanto tempo que nem lembro a cor dos meus olhos. – Pois eu sei de que cor eles são. – provocou – Sabe? – Cor de tristeza, olhos como os seus só podem ter cor de tristeza. – Você acha? – Acho. – Quem é você? Nunca vem ninguém aqui. – Isso não é importante, tenho que ir embora mesmo. – Espera. Ela se sentou e abriu os olhos vagarosamente, querendo fechá-los, de doloridos que estavam. Ele abriu um enorme sorriso ao vislumbrar os olhos violeta, brilhantes. – Ah, eu estava certo – disse tocando o rosto dela -, são lindos. – São? – Violeta – ele gritou, rindo -, lindos! – e foi embora

“- E que escolha a gente tem quando a nossa felicidade depende de outra pessoa não mudar de idéia cada vez que acorda? Que escolha a gente realmente tem?
– Não, Estela, acho que a gente não tem escolha alguma

“Penso em amor. A guerra estoura no Haiti. Um furacão devasta os eua. Penso em amor. Uma borboleta cai morta no chão, com as asas quebradas. Acendo um cigarro numa miríade de atos falhos. Leio sempre as mesmas páginas do livro. Põe um pouco mais de whisky no meu café, por favor, que é para ver se eu entendo melhor o mundo

Por um ínfimo momento daquele quase amanhecer Adriana e Amanda foram a mesma: duas mulheres com amor para além de si, com o estranho desejo de se viverem por extravasar. Duas belas mulheres olhando o amanhecer mais belo dos tempo, sentindo o cheiro da chuva passda e desejando a eternidade daquele momento que, sabiam, só era o que era por ser momento. Elas sorriram o mesmo sorriso. Adriana pensou nele e disse eu te amo para si mesma antes de adormecer, pensando em dias vindouros. Amanda pensou no garoto com quem nunca havia tido nada e se quis consolar por não se viver inteira, pois não se vivia amar

“Ela olha para o lado e pensa em respirar fundo. Chove. Dá para ver a janela do lado da mesa, o rosto dela à esquerda, o dele à direita. Gotas de chuva escorrem discretas, embaçando. Ela olha para ele por dentro. Ele para de mastigar no meio do caminho e pergunta:
– O que foi?
– Eu te amo.
– Eu também.
Ele olha para a janela. Ela, para o outro lado

Ela sabe contar histórias…

Eu só estou (re)aprendendo.
É sempre bom (re)aprender…

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