Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘escrever’

sentido?

No fundo eu sempre soube que a gente diz muito mais quando não se preocupa em fazer sentido. Algumas coisas precisam ser simplesmente ditas. O sentido a elas pertence, e a gente não deve se meter com isso.

Read Full Post »

Tem uns dias em que dá uma preguiça enorme de escrever. Preguiça de construir tramas e articular histórias, consertar pontas soltas, encontrar sentido para os fluxos…

Não é a toa que isso dá preguiça.
Dá um puta trabalho escrever sobre a vida como ela não é.

Um dia eu reaprendo que também dá para escrever com pontas soltas, histórias desconstruídas, sem sentido e sem razão. Eu já sabia fazer isso então, mas eu sempre esqueço muitas coisas nestes dias…

Read Full Post »

Toda vez que a falta de energia elétrica arranca o verniz urbano do mundo que nos cerca, eu fico pensando em como a escuridão natural da noite é o ventre prolífico dos mitos.

As faces dos passantes ficam envoltas pela escuridão, um universo de possibilidades para a imaginação. Os cantos e os becos além das luzes de emergência parecem cheios de vida. O silêncio da morte dos eletroeletrônicos dá espaço aos ruídos da noite — distantes, insondáveis, vindos de lugar nenhum e preenchendo os espaços vazios de som. E uma vez que não estamos mais sendo bombardeados de luz e som como de costume, e estamos agora cercados apenas dos suaves vultos e sons distantes da noite, abrem-se as portas da imaginação. E a nossa imaginação desfila no palco escuro da noite sem luz.

No escuro somos mais do que nunca criaturas e criadores de nossos mitos internos, e nossos imaginários tomam vida.

É por isso que eu costumava escrever no escuro, iluminado apenas pela tela do meu computador…

Read Full Post »

Poucas coisas são mais difíceis para mim do que conseguir dormir decentemente durante a noite.

Quando não é a insônia que ataca, ou mesmo aquelas crises de cabeça que não para de matutar e encontrar correlações (que não te deixa dormir profundamente) tem ainda a enorme quantidade de coisas que quero ler, escrever, criar e aprender ao longo das silenciosas madrugadas.

A verdade é que a madrugada me deixa mais criativo, irriquieto e cheio de disposição do que o dia. Aliás… durante o dia… bem que eu poderia dormir. :)

P.S. consegui resistir à tentação de transcrever mais algumas páginas do Acorda Para Sonhar para o computador agora. Vou tentar dormir. Mas me cobrem… me cobrem mesmo… que eu publique mais algumas páginas em breve. Transcrever e publicar é a outra ponta, e igualmente importante, do escrever. Se eu transcrevo e publico, eu tenho mais estímulo para escrever. E por falar em escrever, enquanto continuo escrevendo aqui as horas voam… Deixaeudormir. =)

Read Full Post »

Tá… o blogue é meu, e eu falo o que sentir que devo.

Eu dedico a minha volta à escrita a todas as pessoas que me deram seu amor esperando por vezes muito pouco em troca; a todos aqueles que me trouxeram (mesmo sem saber) de volta a minha imaginação, e, claro, ao cara que sempre me fez voltar a escrever simplesmente por existir, mesmo depois de ter ido imaginar em outras terras.

Somos todos universo, mas é mais gostoso dançar em grupo.

Read Full Post »

Hoje eu desescrevi metade do que eu escrevi ontem. Não gostei da forma como a história do “Ingatú…” se torna complexa, e com frases mais longas, a partir do terceiro parágrafo, e resolvi mudar os rumos. Até amanhã de noite espero ter terminado, se eu conseguir manter a disciplina.

Já há outra narrativa me perseguindo desde ontem, que tem chances moderadas de chegar a ser escrita.

E assim seguem os dias.

Read Full Post »

Já é quase quinta-feira e não tive tempo de me debruçar sobre as “coisas dos changelings” nesta semana (e nem muito menos de escrever mais algumas coisas sobre a história por aqui). Mas a vida é assim. Por vezes a gente passa o dia correndo atrás do corcel antes de conseguir montá-lo, exausto, ou cair de exaustão tentando.

Como corre este cavalinho da vida…

Read Full Post »

Desisti de escrever o que estava escrevendo. Bem, não é que eu desisti de escrever em si. É mais como se eu tivesse desistido de escrever aquilo que estava escrevendo, que não estava refletindo o que eu queria escrever. Alguns escritos simplesmente dão errado. E escritos não são como pessoas. Eles por vezes não encontram seu caminho. É melhor simplesmente amassar o papel em que se escrevia (ou o equivalente digital “close document” – “don’t save”), abortar, partir pra outra.

Fico então olhando a Fionna, minha gata, passear pela cozinha, ansiosa e frustrada pela estupidez de seu humano — eu — em ter esquecido de comprar comida para ela. Lembro-me de ter lido certa vez, ou mais de uma vez, que Neil Gaiman declarava que ouvia todas as histórias que contava de seu gato, ou seria gata? Não importa, ao menos pra mim, o sexo do felino. O que importa é que eu gostaria, ao menos uma vez, de poder ouvir uma história que a Fionna me contasse. Quem sabe se Neil me ensinasse a entender a fala dos gatos. Acho que seria a solução. Pois o contrário, a Fionna aprender com o gato, ou gata, de Neil Gaiman a falar a fala das gentes, poderia esbarrar no costumaz desinteresse dos felinos — dos dois felinos envolvidos, no caso. Fionna só quer comida, eu não conheço Neil Gaiman pessoalmente, e muito menos seu gato ou gata, e eu deveria estar tentando escrever as histórias que tenho pra contar neste momento em vez de escrever este post sem pé nem cabeça.

Mas de uma forma ou de outra, estas palavras me soaram bem mais honestas do que qualquer história que eu poderia contar neste momento. Queria poder contar uma história sobre gatos e gentes, e sobre suas histórias. E isso é justamente a idéia que eu precisava.

Lúti vai contar a história.

(e é assim que a gente recomeça. deixa a mente vagar pra fora da história, ronda um pouco que nem um gato procurando comida, e então — zás! — você reencontra a senda da história.)

Hora de voltar a meus escritos.
Espero que a Fionna ache comida. Seria terrível escrever com ela miando no meu ouvido.

Onde eu estava?

Ahhh, sim…

“Lúti observava a chuva caindo através da janela…

Read Full Post »

Pra quem está fora das politicagens, batalhas de egos, elitismos, mesmices e brandas barbaridades da FLIP, existe o Prêmio Off-FLIP de Literatura (dica da Lunna, do Acqua)

3° Prêmio Off Flip de Literatura
Publicidade

As inscrições para o 3º Prêmio Off Flip de Literatura estão abertas a autores de qualquer nacionalidade residentes no Brasil e brasileiros que residem no exterior podem participar. O evento acontece paralelamente à Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, entre 2 e 6 de julho.

O prazo de inscrição é até o dia 21 de maio e a possibilidade de participação será estendida também a autores de países lusófonos.

O prêmio oferecerá no total R$ 5 mil aos vencedores, além de estadia em Paraty entre os dias 2 e 6 de julho e ingressos para mesas de debate da Flip.

Há também outras formas de premiação, como cota de livros do selo Record, exemplares da Revista Cult, passeio pela baía de Paraty na escuna Banzay e um almoço de confraternização no restaurante Ilha Rasa.

No mesmo dia da premiação será lançada a coletânea com os poemas e contos vencedores nos dois anos anteriores, a ser publicada em parceria com a Quarto Setor Editorial.

Interessou-se? O regulamento está disponível no endereço www.offflip.paraty.com.

Ta aí mais um concurso muito interessante para o qual eu gostaria muito de conseguir enviar ao menos um conto. Se você também é contador de histórias ou tecelão de versos e rimas, deveria aproveitar a oportunidade.

Read Full Post »

Eu falo, falo, falo, mas nada de começar a colocar aqui os fragmentos da História da Queda do Oeste, né? Pois é. Juro que é por pura falta de tempo. Eles estão em minha cabeça me contando a história o tempo todo, mas até agora tive tempo de sentar e colocar no papel (ou melhor, no computador) muito pouca coisa. Mas em breve isso pode mudar. Quem sabe no final do mês?

Enquanto isso, como sou um cara legal, vou dar uma dica pra vocês.
Van Morrison é ducaralho. Escutem estes discos dele:

Van Morrison {Astral Weeks}

01 – Astral Weeks.mp3
02 – Beside You.mp3
03 – Sweet Thing.mp3
04 – Cyprus Avenue.mp3
05 – The Way Young Lovers Do.mp3
06 – Madame George.mp3
07 – Ballerina.mp3
08 – Slim Slow Rider.mp3

68.754 Kb -> http://rapidshare.com/files/3001059/Van_Morrison_-_Astral_Weeks.rar.html


Van Morrison – Moondance (1970)

PARTE I
http://www.4shared.com/file/39795654/13b12e50/Van_Morrison_-_Moondance-Parte-I.html

PARTE II
http://www.4shared.com/file/39790502/b23d314b/Van_Morrison_-_Moondance-Parte-II.html


01 – And It Stoned Me
02 – Moondance
03 – Crazy Love
04 – Caravan
05 – Into The Mystic
06 – Come Running
07 – These Dreams Of You
08 – Brand New Day
09 – Everyone
10 – Glad Tidings

Fonte: Comunidade Discografias do Orkut.

Read Full Post »

Older Posts »