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Posts Tagged ‘livros’

Sempre que posso, estou comprando novos livros. Prefiro comprá-los em sebos — em parte por serem mais baratos, em parte por achar que é muito triste que um livro tenha apenas um ou poucos leitores — mas por vezes também os compro novos em livrarias.

Nestes últimos dias, comprei mais dois livros que agora estão morando em minha cabeça o tempo todo enquanto os leio. Um deles é uma coletânea do trabalho com contos de fadas “feministas” realizado por Angela Carter (embora eu ache o termo “feminista” um pouco duvidoso para caracterizarc material contido no livro), chamada “103 Contos de Fadas de Angela Carter” (Companhia das Letras, 2007). Embora discorde de alguns pontos do pensar de Angela sobre os contos de fadas e as fábulas, considero o livro um repositório precioso do repertório mundial dos contos de fadas aos olhos de uma mulher inglesa sensível e inteligente.

O outro livro que comprei é o segundo tomo de Memórias do Fogo (subentitulado “As Caras e as Máscaras”), do fantástico e ultra prolífico Eduardo Galeano (o mesmo de “As Palavras Andantes” e “As Veias Abertas da América Latina” (aqui em .PDF)), um fantástico apanhado romanceado das histórias, folclore e lendas da América Latina entre os séculos XVIII e XIX. O livro, escrito com a excelência constumeira de Galeano, me traz aquilo pelo que anseio ardentemente estes dias: as histórias do meu lugar, que me foram ora negadas, ora servidas de forma muito deturpada. É um tesouro, e prentendo comprar seus outros dois tomos em breve.

Estes dois livros caíram quase que magicamente do céu (ou vieram em tempo do Caldeirão de Histórias cósmico) neste meu momento de revisão e reaprendizado do meu lugar no munco, e da minha natureza enquanto contador de histórias. Acho que o resultado da leitura deles poderá ser sentido por aqui.

Só os Deuses parecem saber. Que sigam as Histórias.

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Mais um daqueles memes muito difíceis de responder…

O Viktor Navorski do Abre Parêntese me incluiu no meme que lhe foi “imposto” inicialmente por André Miranda (do Zine Acesso). É claro que por pura e amorosa maldade os meus indicados para respondê-lo são o Paulo Bicarato, meu querido copoanheiro do Alfarrábio.org, a Luana Selva (que está de blogue novo no imaginários.net), a libélula Tati Zengzung (também moradora do imaginários) e o mano véio companheiro de divagações e aventuras Daniel Pádua (que é o zelador-crocante da casa imaginária e, claro, tem um blogue por lá).

Agora que já passei a dor de cabeça em frente, está na hora de tentar escolher cinco — Os cinco — entre os livros que tanto me marcaram. Vamos fazer assim: vou responder sem pensar muito, tudo bem? Os livros que mais me marcaram e ainda hoje fazem sentido para mim (em nenhuma ordem especial, exceto a da memória) são:

  • O Caso Morel, de Rubem Fonseca (mais uma vez, não apenas pela trajetória humana de Paul Morel, mas também pela aula de escrita que Fonseca nos dá neste e em tantos outros de seus livros.)

É claro que vários livros maravilhosos ficaram de fora, mas são duas horas da manhã e foi assim que eu quis responder a este meme agora. Se pudesse citar um sexto livro, ou talvez um sétimo, acho que eu acabaria citando o Bukowski.

Tudo é uma questão de momento. A vida é feita deles, afinal.

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Mais um daqueles memes muito difíceis de responder…

O Viktor Navorski do Abre Parêntese me incluiu no meme que lhe foi “imposto” inicialmente por André Miranda (do Zine Acesso). É claro que por pura e amorosa maldade os meus indicados para respondê-lo são o Paulo Bicarato, meu querido copoanheiro do Alfarrábio.org, a Luana Selva (que está de blogue novo no imaginários.net), a libélula Tati Zengzung (também moradora do imaginários) e o mano véio companheiro de divagações e aventuras Daniel Pádua (que é o zelador-crocante da casa imaginária e, claro, tem um blogue por lá).

Agora que já passei a dor de cabeça em frente, está na hora de tentar escolher cinco — Os cinco — entre os livros que tanto me marcaram. Vamos fazer assim: vou responder sem pensar muito, tudo bem? Os livros que mais me marcaram e ainda hoje fazem sentido para mim (em nenhuma ordem especial, exceto a da memória) são:

  • O Caso Morel, de Rubem Fonseca (mais uma vez, não apenas pela trajetória humana de Paul Morel, mas também pela aula de escrita que Fonseca nos dá neste e em tantos outros de seus livros.)

É claro que vários livros maravilhosos ficaram de fora, mas são duas horas da manhã e foi assim que eu quis responder a este meme agora. Se pudesse citar um sexto livro, ou talvez um sétimo, acho que eu acabaria citando o Bukowski.

Tudo é uma questão de momento. A vida é feita deles, afinal.

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Chegou hoje, pelo correio, o esperado exemplar do livro O Dia do Descanso de Deus, de Adroaldo Bauer, o qual eu andava ansioso para ler na íntegra desde o momento que tive a chance de degustar-lhe os primeiros capítulos no Overmundo e no blogue do Adroaldo.

Segue um dedo da prosa do mano Adroaldo:

“(…)Sem erguer os cotovelos da madeira luzidia de um balcão tosco encerado por dúzias de mangas de flanela, brim ou panos de algodão cru ali escorridos, nem levantando os olhos de sob a aba do chapéu, Romão falou, ainda de costas, fitando o reflexo do desafiante num espelho enferrujado da prateleira de bebidas atrás do balcão:
– Valentia não é coisa que se cheire ou bebida barata que se arrota em boteco.
– Nem covardia! Urrou o cuera, no tom de desfeita, puxando da cintura uma pistola, disparando um tiro.
Um jorro de sangue descreveu leve curva por sobre o reflexo do homem no balcão até uma cruz efêmera formada pela sombra de ambos no assoalho. Romão percebera o sujeito às suas costas sacando uma pistola, girou felino o próprio corpo sobre os saltos da bota. Projetou veloz o fio da navalha. Riscou de vermelho, fora a fora, o pescoço do desafeto. Não se ouviu mais som qualquer, após o corpo desabar frouxo os costados no piso gasto do bar.(…)”

(trecho do primeiro capítulo de “O Dia do Descanso de Deus”)


Prometo falar mais sobre o livro tão logo terminá-lo.
Será uma deliciosa leitura, com certeza.

Valeu pela atenção e pelo rápido envio de sua obra, mano Adroaldo!

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Olhando o google em busca de links e revendo velhos escritos sobre o maravilhoso primeiro livro de Robert M. Pirsig (onde ele lança as bases de sua Metafísica da Qualidade), reencontrei o link para a versão integral do livro disponível na internet.
Quer ler? O livro está aqui (por enquanto, apenas na língua inglesa).

“”Quality”, or “value” as described by Pirsig, cannot be defined because it empirically precedes any intellectual constructions. It is the “knife-edge” of experience, known to all. “What distinguishes good and bad writing? Do we need to ask this question of Lysias or anyone else who ever did write anything?” (Plato’s Phaedrus, 258d). Likening it with the Tao, Pirsig believes that Quality is the fundamental force in the universe stimulating everything from atoms to animals to evolve and incorporate ever greater levels of Quality. According to the MOQ, everything (including mind, ideas and matter) is a product and a result of Quality.”


(retirado do verbete da wikipedia anglófona sobre Metafísica da Qualidade)

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Olhando o google em busca de links e revendo velhos escritos sobre o maravilhoso primeiro livro de Robert M. Pirsig (onde ele lança as bases de sua Metafísica da Qualidade), reencontrei o link para a versão integral do livro disponível na internet.
Quer ler? O livro está aqui (por enquanto, apenas na língua inglesa).

“”Quality”, or “value” as described by Pirsig, cannot be defined because it empirically precedes any intellectual constructions. It is the “knife-edge” of experience, known to all. “What distinguishes good and bad writing? Do we need to ask this question of Lysias or anyone else who ever did write anything?” (Plato’s Phaedrus, 258d). Likening it with the Tao, Pirsig believes that Quality is the fundamental force in the universe stimulating everything from atoms to animals to evolve and incorporate ever greater levels of Quality. According to the MOQ, everything (including mind, ideas and matter) is a product and a result of Quality.”


(retirado do verbete da wikipedia anglófona sobre Metafísica da Qualidade)

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the silmarillion - unwin books pocket version

Os dias continuam corridos…

Sorte que nem todos os grandes livros (e os mais encantadores) são também necessariamente grandes em tamanho. Alguns, graças aos bons Deuses, cabem em qualquer bolsa e em qualquer momento. Este é o meu querido e cheiroso (pois eu adoro cheiro de livro velho) exemplar de O Silmarillion. Custou cinco reais no Mar de Histórias, mas não tem preço para mim. Tolkien é seguramente um dos maiores fabulistas de todos os tempos (e um dos maiores escritores em língua inglesa também).

Desculpem o post de ostentação, mas é uma homenagem necessária a um grande livro e um pequeno companheiro.

Abraços do Verde.

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