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Posts Tagged ‘música independente’

[…] O meu amor ficou na sua bolsa, ouça…

Ela levou e virou madrugada, ladra…

Alguns mistérios se resolvem quando escurece.
Algumas portas se abrem quando se desiste de abrí-las.
Alguns grilhões se soltam quando paramos de tentar fugir.
A saída e a entrada são a mesma porta,
só muda o movimento.

O que faz sentido nem sempre é o que é.
E o que é nem sempre faz sentido.

Existe um mistério e um encanto nas contradições que se combinam
e nos caminhos tortuosos que nos levam
aonde tem que ir.

(as coisas) são como são. São como somos. Como temos que ser…

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O meu querido Lixo Extraordinário (alô Batone, alô Gabí! Saudades!!!) foi citado (de novo) no blogue Remixtures do companheiro Miguel Caetano. Sem enrolar muito, lá vai um trecho da matéria:

“[…] vale bem a pena escutar com atenção o auto-intitulado álbum de estreia do grupo. Na verdade, o disco representa a súmula de um processo de evolução criativa ocorrido ao longo de mais uma década do que propriamente uma estreia. A maturidade dos Lixo Extraordinário fica bem patente quando ouvimos as 13 faixas que compõem o registo. Não só a produção musical de Júlio Anizelli e os arranjos de Mizão são “Extraordinários”, como as letras de Batone são bastante inteligentes. Existe uma sinceridade profunda por entre aquelas palavras que transpira energia, raiva, sarcasmo e dedicação.

Em termos musicais, o projecto insere-se na linhagem de alguns dos maiores grupos de música Pop brasileira, embora acrescente certos ingredientes que dão um “sabor” muito característico à mistura: um pouco de samba, Rock, tango, baladas, etc.”

A galera do Lixo Extraordinário merece todos estes elogios, e muito mais. Não perco uma chance sequer de dizer o quanto os acho extraordinários.

Quero ver quando é que vamos conseguir trazê-los para tocar aqui na cidade seca de Brasília. Em breve, espero!

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MARTHAV
:: Show Voz e Violão em Brasília ::

Abrindo os shows das bandas
– Los Porongas
– Sestine

DATA: 22/06/07
LOCAL: Gate’s Pub (403 SUL)
HORÁRIO: 22h
PREÇO: R$ 10,00

É… é isso aí mesmo…
A moça mal pisou na cidade quadradinha
e já arranjou um lugar para tocar.
Como ela mesma diz: o nome dela é trabalho. :)

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A Larissa Marques deixou um comentário em um de meus posts sobre o Teatro Oficina Perdiz avisando que colocou no youtube uns vídeos gravados na Virada Cultural do Perdiz (1,2,3,4,5).

Além disso a Larissa avisou que quer “mobilizar algumas bandas para fazer uma série de acústicos, lá no Teatro Oficina”. Se alguma banda ou cantor/cantora de Brasília estiver interessado/a, deve entrar em contato com a Larissa no email larissapin@hotmail.com.

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A Larissa Marques deixou um comentário em um de meus posts sobre o Teatro Oficina Perdiz avisando que colocou no youtube uns vídeos gravados na Virada Cultural do Perdiz (1,2,3,4,5).

Além disso a Larissa avisou que quer “mobilizar algumas bandas para fazer uma série de acústicos, lá no Teatro Oficina”. Se alguma banda ou cantor/cantora de Brasília estiver interessado/a, deve entrar em contato com a Larissa no email larissapin@hotmail.com.

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Se você ainda não conhece o Lixo Extraordinário, agora tem mais uma chance. O muito bacaninha blog musicoteca, que divulga “música com princípio”, acaba de disponibilizar também o primeiro album da banda (que já estava disponível há muito tempo também no site novo do L.E.)

Não tem desculpa. Vai , ou , e escuta. Não é por pouco que o Lixo Extraordinário é uma das minhas bandas prediletas na atualidade do mercado rock pop alternativo nacional.

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Enquanto pedia um autógrafo no CD recém-lançado e recém-comprado da MarthaV, falei para ela, meio sem pensar, que iria escrever uma matéria a respeito do show. O quê? Esse lance de pedir autógrafo é coisa de fã babão? Porra nenhuma! Se eu comprei um CD no show de seu lançamento e a mocinha estava lá para autografar o CD, é claro que eu não perderia a chance de tornar um pouco mais humano o meu disquinho prateado cheio de músicas dentro de uma caixinha de plástico. Bem, voltando à matéria prometida, logo depois pensei que era óbvio que eu tinha mesmo que escrever uma matéria a respeito daquele show. Não pela sua importância intrínseca para a música independente do Rio de Janeiro (e toda apresentação honesta de arte não é então importante?) ou por ser particularmente diferente de qualquer outro (e todo show não é diferente de qualquer outro, e não é isso mesmo que o torna especial?), mas porquê eu não me sentia bem quando cheguei lá, e naquele momento me sentia muito bem depois de tanta música e animação e energia.

Levando a sério minha promessa antes impensada, comecei a pensar imediatamente sobre o que iria escrever. Algumas idéias vieram chacoalhando dentro da minha cabeça no ônibus de volta para casa, e tão logo sentei na frente do computador, ainda meio bêbado, comecei a escrever uma matéria bem pessoal a respeito do show — um relato pessoal da experiência de estar naquele show. Quando a matéria ficou pronta, olhei para ela como se fosse um monstro, mas pensei que poderia ajeitá-la pela manhã e depois publicá-la. Aproveitei o embalo para mandar um email para a assessoria de imprensa (ou algo que o valha) que era apresentada no site da MarthaV, no qual perguntava sobre alguns detalhes que não havia memorizado sobre o show. Eram perguntas simples, como o setlist e a formação da banda, incluindo as participações especiais, e o nome da música do Legião Urbana da qual ela fizera um cover bacana pra caramba com o arranjo de Paranoid Android do Radiohead. Coisas que toda matéria que se preze a falar de um show deve incluir…

Na manhã seguinte, sentei-me na frente do computador para ajeitar a matéria e me deparei novamente com um monstro. “Como? Não posso publicar isso aqui! Olha essas frases quilométricas com dez vírgulas! Olha essas declarações absolutamente impulsivas!”. Deixei a matéria de lado, me prometendo dar um jeito nela depois que as informações solicitadas chegassem. Não chegaram, e não olhei mais para a matéria até o dia seguinte. Nova manhã, nova tentativa de ajeitar a matéria, ainda na esperança de conseguir transformar aquilo em alguma coisa menos parcial, menos “o mundo como eu o vejo e pronto!”. Sem muito sucesso. Era como se eu não soubesse escrever outras palavras a respeito daquele show, e a matéria começou a me incomodar. Gravei-a em um .txt e desisti dela, já que ao que parecia a assessoria de imprensa da baixinha não havia me dado a menor bola também. Por quê diabos então eu iria escrever sobre aquele show, se eles mesmos não estavam nem aí? Deixei a matéria de lado e fui cuidar do (muito) trabalho que tinha a fazer.

Outro dia se passou, e o email da Martha me dizendo que ia publicar suas músicas no Overmundo (como eu a havia sugerido na conversa que tivemos depois do show) me deixou ainda mais incomodado. No email ela perguntava sobre a matéria e eu, meio bêbado no momento em que abrí o email, não sabia como explicar que havia desistido da matéria por ter sido ignorado por sua “assessora de imprensa” (o que no fundo era apenas uma desculpa para mim mesmo) ou, pior ainda, simplesmente porque sabia que a matéria estava boa e não conseguia modificá-la, mas mesmo assim não estava com coragem de publicá-la pois esta era totalmente fora daquilo que, não sei por quê cargas d’água, eu achava que ela deveria ser (o que era o motivo real). Resolvi então dizer que havia quase desistido de publicar a matéria, mas que iria deixar de ser escorpiano birrento e publicá-la. Novo mergulho então na matéria, e mais corta-e-cola-e-apaga-e-ajeita, sem mudar muita coisa além de detalhes. Lá estava eu com quase a mesma matéria que havia escrito 4 dias antes, um pouco melhorada talvez, e com a decisão de publicá-la.

Foi então que me veio um estalo, uma voz dentro da cabeça, daquelas que aparecem para nos salvar quando resolvemos tornar tudo muito mais complicado do que realmente é: “Porra, duende! esta matéria tá a sua cara! Tá a cara do Overmundo! Tá a cara de toda a sua proposta de que não é possível expressar nada senão a sua sensação e a sua experiência das coisas, tem tudo a ver com o que você estava sentindo quando saiu do show! Tá com vergonha de publicar porquê, seu idiota?”. É tão bom quando a gente puxa a própria orelha, não é mesmo? Dei uma última passada de olhos na matéria, adicionei alguns links a mais e pronto, publiquei. O alívio que senti depois me fez perceber o quanto estava incomodado o tempo todo em cobrar de mim mesmo escrever uma coisa, escrevê-la e depois ficar fazendo birra para publicá-la. Percebi que mesmo quando estava tentando fazer alguma coisa, por algum motivo aquela matéria estava lá, engasgada na minha cabeça, e não me deixava me concentrar totalmente em mais nada. Uma vez escrita, a matéria tinha vida própria, personalidade, e queria ver a luz do dia. Estava nela tudo que eu queria dizer, e se alguma coisa não foi dita é porquê eu não queria dizer nada além do que disse. E foi um alívio ter colocado ela no ar. Espero que o povo goste, mas se não gostar, ao menos eu sei que eu falei a verdade e escrevi uma matéria tão honesta quanto o show que a MarthaV fez naquele domingo. É isso.

E por quê estou falando disso tudo? Sei lá. Talvez porque seja um relato que fala muito sobre mim mesmo para mim e para quem quiser ler e entender. Talvez porque este seja meu blog e aqui eu falo o que achar relevante falar. Talvez porque eu tenha mania de me explicar demais de vez em quando. Ou talvez, apenas talvez, seja minha forma bizarra de fazer propaganda para a matéria.

Bem… está lá…

MarthaV é um Tesão“, no Overmundo.

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