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Posts Tagged ‘o cavaleiro e o dragão’

Da mesma forma que a vida dá suas voltas, a gente sempre acaba tropeçando de novo em velhos escritos. Ontem, fazendo uma pesquisa em velhos escritos em busca de algumas pontas soltas, me deparei de novo com a quarta parte de minha “fábula-em-capítulos” O Cavaleiro e o Dragão (aqui). Se já a achava mal escrita antes, hoje a acho ainda mais sofrível em seu contar. Mas a história que conta continua falando ao menos comigo (se não falar com mais ninguém). Acabei achando algumas conexões entre aquele texto e o que escrevi ontem. Os motivos me são mais do que óbvios, embora creio que não fariam sentido para ninguém mais além de mim.

Tenho muito mais a escrever hoje.

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Depois de uma(s) inspiradora(s) conversa(s) ontem à tarde, sinto que deveria retomar o conto-encantado-folhetim O Cavaleiro e o Dragão (publicado até o 6º capítulo aqui e no Overmundo) e a história encantada Delianárra (da trilogia Arranárra, Delianárra e Lothienárra). Mas creio que neste momento o Acorda Para Sonhar seja minha prioridade. Então, vamos ver o que vou fazer…

UPDATE: Para quem quer achar os capítulos de “O Cavaleiro e o Dragão” publicados no Overmundo, também os estou indexando aqui.

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A parte 6 de O Cavaleiro e o Dragão, uma das minhas várias partes prediletas nesta minha “fábula-folhetim“*, já está na fila de edição do Overmundo.

Aos meus leitores que a acompanham, não é necessário dizer mais nada.
(e para aqueles que não acompanham… bem, de que adiantaria dizer alguma coisa?) :)


* este termo foi cunhado para a fábula O Cavaleiro e o Dragão pelo amigo Spírito Santo, em um inspirado comentário deixado em meu perfil no Overmundo. Spírito, você é um barato, cara! :)

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Para quem ainda não viu, a parte 5 de O Cavaleiro e o Dragão já está publicada no Overmundo. Sei que muitos de meus leitores fiéis já leram e comentaram por lá, o que me deixa muito feliz, mas nunca é demais avisar novamente àqueles que ainda não tiveram a oportunidade de ler.

O Cavaleiro e o Dragão

parte 1
parte 2
parte 3
parte 4
parte 5

p.s. a imagem do post é uma impagável foto de Haidee Lima usada originalmente no excelente post A Bula e o Escrevinhador, de Spirito Santo, no Overmundo. O post fala sobre a antiguidade e imortalidade das histórias e sobre a ‘jornada do escritor’ de Chris Vogler. Vale a pena conferir. Ainda vou acabar fazendo um post aqui sobre este post do Spirito. Eles (Spirito e post) merecem!

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Coloquei-me a reler a versão publicada da parte 4 de O Cavaleiro e o Dragão, e quase me deu vontade de chorar ou dar cabeçadas no monitor. Revisar um texto já publicado é sempre um sofrimento. Sempre acabamos achando que aquilo poderia ter sido tão mais bem escrito se tivéssemos lido e reescrito só mais uma vez…

Mas isso é apenas uma ilusão. A gente sempre acha que poderia ter feito melhor quando olha para trás. Talvez pudesse, se o estivesse publicando agora. Mas o que está feito, está feito. Temos que seguir em frente. E é o que me resta fazer. E eu termino minha releitura com pouco gosto, atento só aos dados que precisava “apreender” do texto pra guiar minha revisão da próxima parte, e sigo em frente.

Retomo a revisão da parte cinco com esperança renovada. Se há algum lugar em que eu posso fazer melhor do que antes, este é o lugar. Leio e releio o primeiro parágrafo umas 4 vezes, e o reescrevo em todas elas. A velha vontade de jogar tudo pra cima e ir dormir já começa a se insinuar novamente, mas eu persisto. Quando passo para o segundo parágrafo, já não há quase nenhuma palavra no mesmo lugar no primeiro parágrafo.

Esta vai ser uma longa revisão, mas vou deixar este fragmento tão bom quanto puder fazer hoje… e então publicá-lo e seguir em frente.

Somos quem somos, e só podemos fazer o que podemos fazer. Não adianta sofrer pela perfeição que não se pode alcançar. Então a gente vai fazendo, na esperança de um dia chegar lá.

Segue o trabalho…

(enquanto isso, para quem ainda não leu, as quatro partes já publicadas no Overmundo estão aqui.)

UPDATE:
Depois de mais uma penosa revisão, e ainda não totalmente satisfeito com o resultado, finalmente publiquei a quinta parte de O Cavaleiro e o Dragão no Overmundo. Está ainda na fila de edição. Ainda bem, pois não gostei muito da apresentação que escrevi no post, mas isso já é coisa para outra revisão… amanhã. :)

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Coloquei-me a reler a versão publicada da parte 4 de O Cavaleiro e o Dragão, e quase me deu vontade de chorar ou dar cabeçadas no monitor. Revisar um texto já publicado é sempre um sofrimento. Sempre acabamos achando que aquilo poderia ter sido tão mais bem escrito se tivéssemos lido e reescrito só mais uma vez…

Mas isso é apenas uma ilusão. A gente sempre acha que poderia ter feito melhor quando olha para trás. Talvez pudesse, se o estivesse publicando agora. Mas o que está feito, está feito. Temos que seguir em frente. E é o que me resta fazer. E eu termino minha releitura com pouco gosto, atento só aos dados que precisava “apreender” do texto pra guiar minha revisão da próxima parte, e sigo em frente.

Retomo a revisão da parte cinco com esperança renovada. Se há algum lugar em que eu posso fazer melhor do que antes, este é o lugar. Leio e releio o primeiro parágrafo umas 4 vezes, e o reescrevo em todas elas. A velha vontade de jogar tudo pra cima e ir dormir já começa a se insinuar novamente, mas eu persisto. Quando passo para o segundo parágrafo, já não há quase nenhuma palavra no mesmo lugar no primeiro parágrafo.

Esta vai ser uma longa revisão, mas vou deixar este fragmento tão bom quanto puder fazer hoje… e então publicá-lo e seguir em frente.

Somos quem somos, e só podemos fazer o que podemos fazer. Não adianta sofrer pela perfeição que não se pode alcançar. Então a gente vai fazendo, na esperança de um dia chegar lá.

Segue o trabalho…

(enquanto isso, para quem ainda não leu, as quatro partes já publicadas no Overmundo estão aqui.)

UPDATE:
Depois de mais uma penosa revisão, e ainda não totalmente satisfeito com o resultado, finalmente publiquei a quinta parte de O Cavaleiro e o Dragão no Overmundo. Está ainda na fila de edição. Ainda bem, pois não gostei muito da apresentação que escrevi no post, mas isso já é coisa para outra revisão… amanhã. :)

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Faz algum tempo que as reviravoltas da vida, a falta de inspiração e disciplina e, talvez, a falta de tempo, têm me impedido de publicar coisas novas no Overmundo. Tendo em vista que passei a tarde mergulhado em escritos e ainda me sobrou alguma inspiração, resolvi publicar duas fotos no overmundo, só para movimentar as coisas. “Into the Sea…” e “Foto aleatória” já estão na fila de edição. São as mesmas publicadas no fotolog, mas os textos estão diferentes — escrevi poesias novas, ou tentei, para acompanhar as imagens que ganham novo valor para mim. Se estão curiosos, que tal dar uma olhadela por lá?

into the sea
Into the sea…

Enquanto isso, sei bem que devo e não nego (a mim e a quem me lê), continuar a revisão e publicação de O Cavaleiro e o Dragão. Minha inconstância o descontinuou, mas minha paixão há de retomá-lo.

E por falar em dragões, hoje passei a tarde debruçado sobre Samhain. Escrevi as duas partes iniciais, estou fazendo algumas revisões. Devo mergulhar na terceira parte hoje à noite. É bom estar produzindo de novo, embora a maior parte do trabalho que me espera (e que vai me levar para mais perto de voltar para a cidade que amo) não tenha nada a ver com a minha amada arte de contar histórias, nem esteja me soando nada artístico neste momento…

Algum dia ainda conseguirei viver com mais arte e, quiçá, viver de arte.

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Depois de publicado e em edição no Overmundo, a parte 4 de O Cavaleiro e o Dragão recebeu as sugestões afinadas do generoso escritor e jornalista gaúcho Adroaldo Bauer. Encantado não apenas pelo quanto estas colocações me ajudaram, mas sobretudo pela beleza do processo de revisão colaborativa digitalmente mediada, resolvi postar um “retrato” do processo de revisão que se seguiu.

O primeiro parágrafo original da quarta parte da fábula, como foi publicado, era assim:

“Marcos não se lembrava de que a vida podia ser tão estranha e ao mesmo tempo tão entediante. Os dias passavam como uma paisagem desbotada pelo sol que passa pela janela de um ônibus. As noites, escuras e vazias, não eram diferentes. Ele ainda não tinha certeza de que não estivesse vivendo algum sonho ruim do qual não sabia acordar. Sonhos eram, aliás, uma coisa que ele não tinha mais certeza de saber o que eram. Por muitos dias achou que estaria enlouquecendo e tentava se concentrar na vida que acreditava ser boa antes. Mas, enfim, qual era a sua vida antes? Metade dele acreditava que um dia sonhara ser outra pessoa em outro lugar e este sonho o torturava. A outra metade não via sentido nisso tudo. E assim ele ia vivendo.(…)”

Adroaldo apresentou então um exercício de seu próprio punho, sugerindo uma versão diferente do parágrafo para materializar suas sugestões:

“Marcos não lembrava que a vida podia ser tão estranha e ao mesmo tempo entediante. Os dias pareciam paisagem que passa pela janela de um ônibus, desbotada pelo sol. As noites, escuras e vazias, não eram diferentes. Ele ainda não tinha certeza de que não estivesse vivendo algum sonho ruim do qual não sabia acordar. Sonhos, aliás, não tinha mais certeza de saber o que eram. Por muitos dias achou que estaria enlouquecendo e tentava se concentrar na vida que acreditava ser boa antes. Enfim: qual era a sua vida antes? Metade dele acreditava que um dia sonhara ser outra pessoa noutro lugar e este sonho o torturava. A outra metade não via sentido nisso tudo. E assim ia vivendo.(…)”

Lendo e relendo as duas versões, e comparando-as, resolvi modificar o parágrafo inicial da fábula de uma forma um pouco mais radical (embora ainda conservando todos seus elementos originais). A versão que fiz ficou, então, assim:

“Marcos não lembrava que a vida podia ser tão estranha e ao mesmo tempo entediante. Os dias passavam como paisagem na janela de um ônibus, tostados no vento seco e no sol; imóveis e inócuos. As noites, escuras e vazias, eram iguais. Ele não tinha certeza de que não estivesse vivendo algum sonho ruim do qual não sabia acordar. Sonhos, aliás, não tinha mais certeza de saber o que eram. Por muitos dias, achou que estava enlouquecendo. Tentava se concentrar na vida que, acreditava ele, deveria ter sido boa antes. Mas que vida era essa? Ele não sabia. Não estava certo de saber de mais nada. Metade dele acreditava que um dia sonhara ser outra pessoa noutro lugar, e este sonho o torturava. A outra metade não via sentido nisso tudo. Não via sentido em nada. Mesmo assim seguia vivendo, enquanto a paisagem inerte e tostada dos dias desfilava triste.(…)”

Seguem as conversas. Vou aproveitar este post para fazer um relato deste trabalho colaborativo (e, portanto, updates virão). O resultado final desta revisão a quatro mãos poderá ser visto, espero, na versão que irá a votação no Overmundo da fábula em fragmentos O Cavaleiro e o Dragão, parte 4.

p.s. o blog literário de Adroaldo Bauer chama-se Retorno Imperfeito. Vale a pena dar uma olhada nos quitutes literários que lá se encontram.

UPDATE:
Adroaldo me sugeriu ainda agora, por email, que trocasse a frase final do primeiro parágrafo, que era (…)Mesmo assim seguia vivendo, enquanto a paisagem inerte e tostada dos dias desfilava triste.(…) por “(…)Mesmo assim seguia vivendo, enquanto aquela paisagem desfilava triste.(…)”. Gostei da sugestão, e já vou utilizá-la na versão do texto que estou revisando, e que vai ser atualizado no post do Overmundo em breve.

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Depois de publicado e em edição no Overmundo, a parte 4 de O Cavaleiro e o Dragão recebeu as sugestões afinadas do generoso escritor e jornalista gaúcho Adroaldo Bauer. Encantado não apenas pelo quanto estas colocações me ajudaram, mas sobretudo pela beleza do processo de revisão colaborativa digitalmente mediada, resolvi postar um “retrato” do processo de revisão que se seguiu.

O primeiro parágrafo original da quarta parte da fábula, como foi publicado, era assim:

“Marcos não se lembrava de que a vida podia ser tão estranha e ao mesmo tempo tão entediante. Os dias passavam como uma paisagem desbotada pelo sol que passa pela janela de um ônibus. As noites, escuras e vazias, não eram diferentes. Ele ainda não tinha certeza de que não estivesse vivendo algum sonho ruim do qual não sabia acordar. Sonhos eram, aliás, uma coisa que ele não tinha mais certeza de saber o que eram. Por muitos dias achou que estaria enlouquecendo e tentava se concentrar na vida que acreditava ser boa antes. Mas, enfim, qual era a sua vida antes? Metade dele acreditava que um dia sonhara ser outra pessoa em outro lugar e este sonho o torturava. A outra metade não via sentido nisso tudo. E assim ele ia vivendo.(…)”

Adroaldo apresentou então um exercício de seu próprio punho, sugerindo uma versão diferente do parágrafo para materializar suas sugestões:

“Marcos não lembrava que a vida podia ser tão estranha e ao mesmo tempo entediante. Os dias pareciam paisagem que passa pela janela de um ônibus, desbotada pelo sol. As noites, escuras e vazias, não eram diferentes. Ele ainda não tinha certeza de que não estivesse vivendo algum sonho ruim do qual não sabia acordar. Sonhos, aliás, não tinha mais certeza de saber o que eram. Por muitos dias achou que estaria enlouquecendo e tentava se concentrar na vida que acreditava ser boa antes. Enfim: qual era a sua vida antes? Metade dele acreditava que um dia sonhara ser outra pessoa noutro lugar e este sonho o torturava. A outra metade não via sentido nisso tudo. E assim ia vivendo.(…)”

Lendo e relendo as duas versões, e comparando-as, resolvi modificar o parágrafo inicial da fábula de uma forma um pouco mais radical (embora ainda conservando todos seus elementos originais). A versão que fiz ficou, então, assim:

“Marcos não lembrava que a vida podia ser tão estranha e ao mesmo tempo entediante. Os dias passavam como paisagem na janela de um ônibus, tostados no vento seco e no sol; imóveis e inócuos. As noites, escuras e vazias, eram iguais. Ele não tinha certeza de que não estivesse vivendo algum sonho ruim do qual não sabia acordar. Sonhos, aliás, não tinha mais certeza de saber o que eram. Por muitos dias, achou que estava enlouquecendo. Tentava se concentrar na vida que, acreditava ele, deveria ter sido boa antes. Mas que vida era essa? Ele não sabia. Não estava certo de saber de mais nada. Metade dele acreditava que um dia sonhara ser outra pessoa noutro lugar, e este sonho o torturava. A outra metade não via sentido nisso tudo. Não via sentido em nada. Mesmo assim seguia vivendo, enquanto a paisagem inerte e tostada dos dias desfilava triste.(…)”

Seguem as conversas. Vou aproveitar este post para fazer um relato deste trabalho colaborativo (e, portanto, updates virão). O resultado final desta revisão a quatro mãos poderá ser visto, espero, na versão que irá a votação no Overmundo da fábula em fragmentos O Cavaleiro e o Dragão, parte 4.

p.s. o blog literário de Adroaldo Bauer chama-se Retorno Imperfeito. Vale a pena dar uma olhada nos quitutes literários que lá se encontram.

UPDATE:
Adroaldo me sugeriu ainda agora, por email, que trocasse a frase final do primeiro parágrafo, que era (…)Mesmo assim seguia vivendo, enquanto a paisagem inerte e tostada dos dias desfilava triste.(…) por “(…)Mesmo assim seguia vivendo, enquanto aquela paisagem desfilava triste.(…)”. Gostei da sugestão, e já vou utilizá-la na versão do texto que estou revisando, e que vai ser atualizado no post do Overmundo em breve.

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“(…)Ela tinha os cabelos negros e desiguais,
os dentes um pouco tortos, talvez meio pontiagudos demais.
Sorria de uma forma estranha e tinha um olhar desconcertante,
penetrante como o de um predador(…)”

Estamos entrando em uma das partes que mais gosto do primeiro arco de O Cavaleiro e o Dragão. Redescubro o prazer que tive ao escrevê-lo ao me entregar ao processo de revisão. Tenho fome de escrever mais. Mal vejo a hora a me dedicar à continuação desta fábula (sem contar a vontade que me dá de retomar o Delianárra ou, ainda mais, o “Garotos que dormem tarde”.)

Mas chega de papo…
Reproduzindo o texto-teaser do post lá do Overmundo:

Então começa o que parece ser o primeiro teste de Amarath. Ou será que era tudo um sonho, ou é tudo um pesadelo?

Confio que você, leitor, já deva ter lido a primeira, a segunda e a terceira parte desta fábula em fragmentos. Sem tomar então mais do seu tempo, vamos ao início da quarta parte de O Cavaleiro e o Dragão.

“Marcos não se lembrava de que a vida podia ser tão estranha e ao mesmo tempo tão entediante. Os dias passavam como uma paisagem desbotada pelo sol que passa pela janela de um ônibus. As noites, escuras e vazias, não eram diferentes. Ele ainda não tinha certeza de que não estivesse vivendo algum sonho ruim do qual não sabia acordar. Sonhos eram, aliás, uma coisa que ele não tinha mais certeza de saber o que eram. Por muitos dias achou que estaria enlouquecendo e tentava se concentrar na vida que acreditava ser boa antes. Mas, enfim, qual era a sua vida antes? Metade dele acreditava que um dia sonhara ser outra pessoa em outro lugar e este sonho o torturava. A outra metade não via sentido nisso tudo. E assim ele ia vivendo.(…)”


Leia a quarta parte de O Cavaleiro e o Dragão na íntegra, no Banco de Cultura do Overmundo.

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