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Posts Tagged ‘overfood’

“Conversando ontem com o Valdir Batone e com a Gabi Andrade, participantes da conversa sobre o Manual de Auto-Publicação na Rede para Músicos Independentes que está rolando no Fórum de Conversas do Overmundo, integrantes do excelente projeto musical independente Lixo Extraordinário e, como prefiro chamá-los, meus novos amigos, senti que a idéia de escrever um Manual de Auto-Publicação para Músicos e Músicas Independentes é não apenas possível, mas também uma necessidade deste momento. Sim, este é o momento! Várias bandas e musicistas, assim como vários artistas de várias mídias, já estão descobrindo não apenas que as mídias tradicionais não mais representam a realidade da cena artística em que estão inseridos (“cenas artísticas se criam, se inventam”, diria o Valdir) como também que é possíver criar vias alternativas, mais verdadeiras e democráticas, para a difusão e discussão de seu trabalho.”

(leia o resto do meu texto lá no Overblog do Overmundo)

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Depois dos elogios recebidos pela primeira parte de O Cavaleiro e o Dragão, publicada no Overmundo, publiquei ainda agora na fila de edição a segunda parte da antiga fábula fragmentada. Espero que todos a apreciem tanto ou mais do que apreciaram a primeira parte.

Enquanto isso, espero encontrar tempo e inspiração para trabalhar na retecitura de minha fábula “A Princesa Desencantada“, assim como encontrar um tempinho para verter ao papel um continho que me veio à cabeça inteirinho, enquanto eu lia o livro A Coleira do Cão (ainda impressionantemente atual e vivo, mesmo tendo sido escrito na década de 60!) do mestre Rubem Fonseca.

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Depois de uma conversa que começou aqui, e desembocou aqui, começamos a pensar na possibilidade de se escrever um Manual de Auto-Publicação na Rede para Músicos e Músicas Independentes. A pergunta não é apenas se rola de se escrever este manual, mas também como ele deve ser, o quê ele deve conter e principalmente quem está disposto a meter a mão na massa para fazer esse trampo.

Eu estou dentro, naturalmente. Quem mais vem junto? Basta se agregar no papo que está rolando lá no Overmundo, ou dar algum outro tipo de sinal de vida. O Valdir Batone, cara batuta, já está divulgando o papo também no site de sua banda (igualmente bacana) Lixo Extraordinário. Em homenagem a isso, a foto que ilustra o post (que é da autoria de Gabriela de Andrade) foi também retirada do site deles.

Muito mais me interessa fazer o que é bom e bacana do que discutir o que é ruim.

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O André Oliveira, do blogue Marmota (agora parte integrante do “Shopping Center de Blogs” Interney Blogs), teceu umas considerações bem interessantes sobre essa coisa de blogueiro profissional:

“O que me assusta é saber que esse rótulo transforma as pessoas. Preocupadas com resultados, acabam se levando a sério demais.

Ser “blogueiro profissional” (ou “problogger”, que é bem mais legal) é escrever pensando nos números. Nada contra essa prática: quero mais é que todos que procuram esse caminho transbordem a conta bancária. Agora, com tanta gente em busca das mesmas coisas, tenho uma visão muito pesada sobre o futuro da “blogosfera”, caso ela “amadureça” por esse viés: isso aqui está se transformando em uma Serra Pelada, com gente demais se acotovelando atrás de alguns tostões.”

O André também fala de algumas vicissitudes desse papo de ser blogueiro ‘profissa’:

“Então cá estou, blogueiro profissional, buscando formas de “monetizar” meu conteúdo; adotando todas as regrinhas de “Search Engine Otimization” para fisgar consumidores; patrulhando os aproveitadores – afinal de contas, além de ser assinado, conteúdo semelhante na rede atrapalha meu posicionamento no Google. Sem essa de compartilhar idéias só para conhecer gente nova ou simplesmente para marketing pessoal: agora, eu quero é ganhar dinheiro. Vou justificar minhas ações na cartilha da ética (e outras totalmente justificadas), mas vou seguir mesmo a lei da selva. E salve-se quem puder.

Tenho medo disso. É o mesmo discurso atribuído a outras áreas competitivas (no caso dos “jornalistas”, é exatamente igual).”

E é aí que o cara pegou o espírito da coisa. Quem quer que a profissão — ops… que o ofício — de blogueiro se transforme em algo parecido com todos os outros ofícios que perderam a arte e viraram uma coreografia de cachorro comendo cachorro em luta por migalhas? Deste jeito, quem é que quer ser blogueiro profissional? Se eu me recusei a me tornar profissional em qualquer coisa que fosse, justamente para fugir desta mentalidade terrível que acompanha a alcunha, a profissionalização blogueira não faz então nenhum sentido.

Blogs são, como diz a própria apresentação do Interney Blogs “páginas dinâmicas e democráticas – qualquer internauta razoavelmente alfabetizado pode criar o seu). Além disso, possuem linguagem mais informal, interação maior com os leitores (clique aqui para deixar seu comentário!) e dão a seus autores liberdade para escrever o que quiserem, quando quiserem e como quiserem, desvencilhados de limites de caracteres, pautas pré-determinadas e deadlines.”. Para se blogar, tem-se que ser igualmente dinâmico, desvencilhado de todas as amarras físicas ou mentais que apodrecem os mercados e as redações jornalísticas e, sobretudo, ter muito tesão por falar e conversar. Estas coisas não se profissionalizam. Então, vá lá, ganhar dinheiro com seu blog — como ganhar dinheiro com qualquer coisa que se faz com paixão — é uma delícia. Mas se tornar blogueiro profissional, com todas as vicissitudes e horrores do termo, é coisa de gente que não sabe o que está perdendo — a própria alegria e liberdade que são a essência do blogar.

UPDATE PICANTE:
Decidi recolocar as frases finais do texto, que havia retirado anteriormente. No dia em que eu tiver que ter papas na língua sobre o que penso, é hora de parar de blogar. As frases eram:
“Se a atividade blogueira começa a obedecer a exigências de mercado, opiniões dominantes dos ‘grandes’, desígnios dos anunciantes, desejos da burguesia de atenção blogosférica e coisas afins, qual seria a sua diferença em relação às profissões de jornalista e publicitário? Nada contra os jornalistas e publicitários, conheço alguns deles que são fantásticos (curiosamente, a familia Bicarato é rica neles), mas eu sou blogueiro — blo-guei-ro! — e como tal gosto de acreditar que a atividade blogueira é como eu, livre pra pensar, falar e fazer o que achar que é certo, sem obedecer a mercados ou idéias nefastas do velho mundo que morre. Blogar é arte, ou então não me chamo mais de blogueiro.”

Pronto. Falei. Agora posso seguir desopilado para posts mais leves…

Abraços do Verde

P.S. Em tempo, parabenizo o Edney véio de guerra e toda a galera do Interney Blogs pela proposta e pelo sucesso, e espero que todos eles ganhem tanta atenção, comentários e grana quanto merecem e quiserem ganhar. Só não gosto da idéia de que, para ganhar grana ou ter sucesso (seja lá o que isso significar), um blogueiro tenha que ser alguma coisa diferente do que naturalmente é — um pensador que vive entre dois mundos e que auto-publica seu pensar e sentir nas teias da rede digital, para os olhos, mentes e corações da rede humana na qual vive.

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Por falar em Os Seminovos, o Miguel Caetano do excelente blog Remixtures da blogosfera d’além mar (que fala sobre Cultura Livre, P2P, remix e colaboração) fez um post bem bacana falando da banda Zémaria (do Espírito Santo), e também comentando sobre o Mombojó e Os Seminovos — todos do primeiro time da música independente auto-publicada na internet no Brasil. Deixei lá um comentário dando a ele o toque sobre o pessoal do Lixo Extraordinário e do Supercordas (e pedindo ‘por favorzinho’ para que ele não embarque na comparação não muito inspirada entre Os Seminovos e os Mamonas Assassinas, uma banda que cá entre nós era o ó do borogodó comercialesco).

Foi então que me toquei que isso é só a ponta do iceberg. Dá pra sentir que agora é o momento em que vai estourar (ainda bem) a prática da auto-publicação por parte das bandas independentes (sejam de rock, pop, metal, tecnobrega ou o escambau) na rede brasileira (e na portuguesa também). Sentindo o cheiro do momento, acho que é hora de surgir um manualzinho (ou muitos) de autopublicação para bandas independentes. Já falei pra mim mesmo (e pro meu irmão, e pro povo do overmundo) que pretendia me meter a escrever um manual desses, mas até agora estou só enrolando…

Vou ver se amanhã tomo coragem de meter a cara em começar a organizar isso.

p.s. por falar em Cultura Livre, existe um excelente texto sobre Cultura Livre e “Open Business Models escrito pela Oona Castro (e cujo link não consegui enfiar no post por puro macarronismo redatorial).

UPDATE:

No blogue do Miguel Caetano há também uma lista das netlabels brasileiras e portuguesas (além de uma pá de blogadas legais sobre o assunto). Fiquei surpreso ao saber que já são tantas, e que já estão fazendo trampos tão legais. Viva a cultura livre! Viva a música e a arte independente! E agora, neste momento, viva a minha cama!

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Estou debruçado sobre dois contos. Um, sobre o qual já comentei no post anterior, fala de um suicida que manda seu último desabafo para o email errado, desencadeando uma série de acontecimentos. O segundo, que comecei agora, trata de um homem atormentado pela correria do dia a dia que, de repente, torna-se dono de um pouco de seu tempo.

Não vou falar nada mais sobre eles agora. Falar demais esvazia o tesão. Vou mergulhar na escrita e mais tarde, quiçá, vocês verão algum deles pronto por aqui e pelo Overmundo.


p.s. os dois últimos contos da trilogia Transgressão-Agressão-Redenção ainda estão no forno também, mas não estou botando a mão neles neste momento, para não carregar demais no vinagre e na pimenta.

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Limpando SPAM de minha caixa de email com uma pá, e pensando em todos os emails que já enviei para os destinatários errados por distração ou embriaguez, me ocorreu uma idéia de um conto que é no mínimo interessante…

Pensem em uma pessoa que pretende se matar, e em seu desespero resolve mandar um último email, um misto de pedido de socorro com carta de suicida, para uma certa pessoa. Só que em seu desespero, ele acaba digitando o endereço errado e o email vai para uma pessoa que ele nem conhece. Recebendo o email, a pessoa (que também não está muito de bem com a Vida) a princípio pensa que é uma coisa sem pé nem cabeça e quase o deleta, mas termina por lê-lo e se identifica com aquelas angústias. De repente, em um átimo, ela resolve responder o email.

O que será que acontece então?
Se eu escrever o conto, vocês saberão da minha versão.
Mas é claro que adoraria saber que fim vocês dariam para a história, meus queridos… errr… 3 leitores. :D

p.s. a Manga Fells disse que já existe um conto muito parecido com este. Ela não sabe se é do Nelson Rodrigues ou do Luis Fernando Veríssimo. Parece ter alguma coisa a ver com um suicida que liga para um número aleatório na lista telefônica, ou coisa assim. Na arte e na vida muito pouco se inventa e quase tudo se recicla. Não há, então, grande supresa nesta coincidência, há? As questões (e o ridículo) humanos estão aí, para todo mundo ver, sentir e criar a respeito. E eu juro que nem sabia do conto do Nelson/Veríssimo sobre o tema quando tive esta idéia… :)

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Limpando SPAM de minha caixa de email com uma pá, e pensando em todos os emails que já enviei para os destinatários errados por distração ou embriaguez, me ocorreu uma idéia de um conto que é no mínimo interessante…

Pensem em uma pessoa que pretende se matar, e em seu desespero resolve mandar um último email, um misto de pedido de socorro com carta de suicida, para uma certa pessoa. Só que em seu desespero, ele acaba digitando o endereço errado e o email vai para uma pessoa que ele nem conhece. Recebendo o email, a pessoa (que também não está muito de bem com a Vida) a princípio pensa que é uma coisa sem pé nem cabeça e quase o deleta, mas termina por lê-lo e se identifica com aquelas angústias. De repente, em um átimo, ela resolve responder o email.

O que será que acontece então?
Se eu escrever o conto, vocês saberão da minha versão.
Mas é claro que adoraria saber que fim vocês dariam para a história, meus queridos… errr… 3 leitores. :D

p.s. a Manga Fells disse que já existe um conto muito parecido com este. Ela não sabe se é do Nelson Rodrigues ou do Luis Fernando Veríssimo. Parece ter alguma coisa a ver com um suicida que liga para um número aleatório na lista telefônica, ou coisa assim. Na arte e na vida muito pouco se inventa e quase tudo se recicla. Não há, então, grande supresa nesta coincidência, há? As questões (e o ridículo) humanos estão aí, para todo mundo ver, sentir e criar a respeito. E eu juro que nem sabia do conto do Nelson/Veríssimo sobre o tema quando tive esta idéia… :)

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saudades da Brasília que eu queria ter curtido muito mais…

Tico no derbak, Paulina no violino e Felipe no triângulo — todos da boa gente do Seu Estrelo e o Fuá de Terreiro — brincando no Balaio Café, lá em Brasília.

Há tanta coisa boa e bela acontecendo
enquanto a gente não olha…
Quando eu voltar para Brasília,
quero estar mais junto deste povo.

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Eu não nascí no samba, minha gente. Não vou fingir. Eu não nascí no samba. Mas (isquindô isquindô) dizem por aí que o tambor tem até o poder de levantar os mortos. Talvez seja verdade, pois foi mais ou menos isso que aconteceu comigo.

Estava eu a beira de uma crise nervosa, por excesso de trabalho, excesso de coisas na cabeça, excesso de cigarros, excesso de gripe e de preocupações e falta de sono, quando a batucada começou lá embaixo. Imerso em meu mundinho particular, fiz ouvidos moucos ao chamado de Momo e continuei com meu draminha particular. Mas quando, depois de um jantar sonolento, meus tios resolveram descer para ver o bloco, resolvi descer também. Dei para mim mesmo a desculpa de que precisava comprar mais cigarros, e fui.

Que coisa impressionante é um carnaval de rua! Tá, tudo bem, isso é óbvio para qualquer um seja acostumado com eles. Mas este que vos escreve, criado no mundinho de cobogós da Asa Sul de Brasília e no mundinho tuntistum-ei-ei escuro e estranho do rock da Capital, não conhecia. Já havia me maravilhado com o Maracatu do Seu Estrelo e com rodinhas de samba em botequinhos brasilienses, mas não sabia ainda o que era um carnaval de rua (e, não, o Pacotão cruzando a Asa Sul nem se compara com isso aqui).

À volta do carro de som tinha de tudo, gringos e garis (verdadeiros ou fantasiados), putas e cocotinhas, criança, cachorro, gambé e batedor de carteira, gente de tudo que é tipo, gente que sabe sambar ou que não sabe que não deveria tentar, todos no mesmo lugar. E a energia da batida? Quando a batucada subia ao início de cada música, mesmo sendo feita por uns poucos tambores, era uma energia louca. Quando um dos caras que estava puxando o samba no carro de som gritou “Acooorda gente, que é Carvanal!”, aquilo me tocou. Porra, e não é mesmo? Eu estou no Rio de Janeiro em pleno Carnaval e ainda não tinha acordado pra isso. E a mágica se fez. O que todos os remédios para a gripe e todas as tentativas de dormir e descansar, e todas as frustradas tentativas de me distrair não haviam conseguido, aquela batucadinha conseguiu. Eu me sentí em paz.

Andando por entre as gentes coloridas ou não, fantasiadas ou não (e nem sempre era fácil saber a diferença), eu curti um bocado a paz de espírito (é, isso mesmo, paz de espírito) que uma boa batucada de rua pode trazer. Fragmentos alegóricos de escolas de samba já desfiladas se misturavam com banhistas tardios que emendaram a praia com o samba, e enquanto um bloco batucava daqui — surpresa — surge um outro bloco na outra esquina. Agora vejam bem, eu crescí em uma cidade onde um bloco carnavalesco é quase um acontecimento. Ver dois blocos, das centenas que acontecem só na Zona Sul do Rio, se cruzando, foi impressionante. As batucadas antes distintas pareciam se compor em uma terceira música, e os foliões dos dois blocos se misturavam e pareciam fazer parte de uma coisa só, por alguns momentos. E então o outro bloco seguiu enquanto a banda da Miguel Lemos continuou no mesmo lugar, mas alguma coisa da Miguel Lemos foi com o bloco que passou, e alguma coisa dele ficou aqui. Não sei se foram apenas delírios de um brasiliense impressionado com o carnaval de rua da esquina de casa no Rio, mas há hoje uma magia no ar deste lugar.

A cena da noite, que ainda esperava por mim enquanto eu voltava pra casa no contrafluxo do bloco que passava, foi a de um folião mascarado e tatuado domando o trânsito de uma Avenida Nossa Senhora de Copacabana engarrafada e de uma Miguel Lemos semi-interditada para abrir alas para o Carnaval passar. Foi tão impressionante, que por pouco não escrevo este post inteiro só sobre esta cena e a impressão que ela causou em mim. Agora, em casa, abatido demais pela gripe para continuar lá embaixo, já com meus cigarros comprados, só me faço duas perguntas: Primeiro, porquê diabos eu não ando com minha câmera quando vou a estes eventos? Segundo, como é que eu pude ignorar tudo isso acontecendo debaixo da minha janela o dia todo?

Por vezes nos fechamos tanto em nossos mundinhos que, mesmo que o Carnaval aconteça à nossa volta, a gente nem nota. Que ridículos podemos ser, não?

Boa folia para todos!
E amanhã, se a gripe ajudar, vou sair caçando outro bloco, agora sim, para curtir e pular…

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