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Posts Tagged ‘Queda do Oeste’

Depois de uma(s) inspiradora(s) conversa(s) ontem à tarde, sinto que deveria retomar o conto-encantado-folhetim O Cavaleiro e o Dragão (publicado até o 6º capítulo aqui e no Overmundo) e a história encantada Delianárra (da trilogia Arranárra, Delianárra e Lothienárra). Mas creio que neste momento o Acorda Para Sonhar seja minha prioridade. Então, vamos ver o que vou fazer…

UPDATE: Para quem quer achar os capítulos de “O Cavaleiro e o Dragão” publicados no Overmundo, também os estou indexando aqui.

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Era uma vez um homem menino que guardou um momento dentro de uma garrafa de cerveja. Valendo-se das artes de sua velha alma, tomou o momento, as duas almas nele despidas, o sol da tarde que virava noite, e guardou tudo dentro de uma garrafa. Guardou-a em seu armário, a adorava em sua mente — afagava-a em sua imaginação — como se conseguisse tocar dentro dela as almas alí perdidas, morrendo pouco a pouco. Um dia ele abriu a garrafa e deixou tudo sair e se esvair no ar. Mas o dano já estava feito, e para sempre ele carregou no peito o pouco de morte que bem conhecem aqueles que amaram e partiram…

– Esta é uma história triste, L’th.
– Não. Esta é apenas uma história. Nem sempre me recordo dela como deveria.
– Você…!?
– Vamos tomar uma cerveja, cluracão.
– Humm… tá bom. Você não quer falar sobre isso…
– Já falei.
– Você paga?
– Como sempre…

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O primeiro gole de café em um fim de tarde como este é duas vezes o melhor do dia. Primeiro, pelo café. O primeiro gole é sempre o melhor. Segundo, pela tarde, que vai se esvaindo como uma serpente que chega e vai embora sem a gente notar, cheia de cores e perigo. Estendeu a mão para pegar os cigarros, mas deparou-se com o maço vazio. Se pegou tentando lembrar daquele feitiço que fazia chover, e na viagem pela memória não viu a noite cair. Quando olhou no relógio, praguejou. O cluracão estava atrasado, o que provavelmente significava que não viria. Melhor seria se fosse por preguiça ou descaso. Mas provavelmente isso também significava problemas. Se lhe restava beber o café e se preparar para a noite. Não contava mais com a sorte. Olhou à volta procurando um padaria. Não queria ficar sem cigarros em uma noite como aquela.

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(…) Emmaldeth ganhou um rosto e uma voz. Alguns gatos apareceram na Casa de Pedra. E a história de Nyall, e sua dor, assombraram meu adormecer. Em seu kimono de seda azul e negra, ela me contou sobre seu dilema e sobre a parte de sua alma que ela não sabe onde está.
Quartos de crianças podem ser um bocado assustadores, mas todos tem um encanto e uma porta que ninguém enxerga nem sabe onde vai dar. Algumas pessoas se esquecem de quem são, mas sempre são, no fundo, aquilo que sempre foram. Elas só precisam ser relembradas pelo céu, ou pelos amigos.
Tydel me mostrou seu livros e ganhou uma nova casaca. Ele mora na casa onde não se deve abrir as portas que não se fechou, nem se deve incomodar os gatos.
Enquanto isso, no andar de baixo, uma criança nunca nascida chora audivelmente nos sonhos daquela que seria sua mãe. Dizem que ela é louca. (…)

Farrapos de sonhos e anotações de uma Crônica de Changeling.

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Hoje, chegando na casa da Patinha, ví dois pássaros pretos em sua discreta elegância andando na beira do pilotis. Não fizeram muito caso de mim. Por quê o fariam? Mas, mal sabiam eles, o quanto eu os observei em busca do Tydel que já estava quase sumindo de minha lembrança.

Preciso voltar ao Changeling. Tydel e o resto do Círculo da Casa de Pedra me esperam…

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“[…]A norte da Floresta de Espiras, onde vivem as Banshee das Pedras e O Barghest, existe um grande rochedo que observa o Mar do Adormecimento. Na segunda ponta mais alta do rochedo, acessível apenas àqueles com asas, mágica ou persistência o bastante para lá chegar, vivem três mulheres. Muitos viajantes as chamam de “Bruxas do Rochedo Negro”, mas não há nenhum motivo específico para dizer que sejam bruxas. Suas histórias, contam as lendas, se entrelaçam com a de DánLoth, e há quem diga que por algum motivo não podem deixar a casa. Talvez seja por isso que ainda vivam na Casa do Rochedo Negro. Talvez seja por isso, ou por medo da solidão do Rochedo, que ainda não tenham assassinado umas às outras nas noites escuras. […]”

(ainda não achei uma imagem adequada a este pequeno fragmento. na sequência, procurarei por uma)

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“- Algumas pessoas se preocupam demais com os astros. Outras, não sabem sequer quando nasceram…
– Algumas não tem como saber…
– Como assim, Clurichaun?
– Algumas simplesmente não tem como saber.
– Está se referindo a alguém em específico? Tenho a impressão de conhecer este sorriso.
– Sim.
– …
– Alguém bastante especial. Ela é…
– … [risos]
– O que foi?
– Estava tentando ler a sua mente…
– Seu ‘fidaputadesgraçado’…!
– Acalme-se. Eu desistí. Sua cabeça é uma bagunça. [risos]
– Então me devolve a garrafa, seu ‘semideuzinho’ de merda, porque seu silêncio me deixa de boca seca.
– É você que fala demais, Clurichaun. Tome seu whiskey.”

L’th e O’Duireagh fazem uma amizade farpada que pode vir a salvar alguns mundos… Ou talvez não.

Enquanto isso, em algum outro lugar, alguém começa a tomar consciência de quem é e coloca em movimento uma reação em cadeia que surprenderá muito a ambos.

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