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Posts Tagged ‘vida’

– Você pode ouvir a música?

Eu estava tomado demais pelos meus sentimentos e preocupações e idéias para entender o que ele queria dizer. O máximo que pude fazer foi olhar em seus olhos feéricos, alienígenas, que expressavam algo próximo de uma perplexidade divertida. Pensei em tentar explicar de novo, mas desisti da idéia de que ele entenderia sentimentos humanos.

– Você pode ouvir a música?

– “Eu acho que sim.”, respondi sem saber ao certo se era verdade. E então, no silêncio posterior, comecei a entender e ouvir a música…

– Então dance.

Fez sentido.

p.s. “now… who’s the faerie, you blind man?”

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Para Ele(s).

A Canção do Delirante Aengus
(1899)
Eu fui para uma floresta de nogueiras,
Porque minha mente estava inquieta,
Eu colhi e limpei algumas nozes,
E apanhei uma cereja, curvando o seu fino ramo;
E, quando as claras mariposas estavam voando,
Parecendo pequenas estrelas, flutuando erráticas,
Eu lancei framboesas, como gotas, em um riacho
E capturei uma pequena truta prateada.

Quando eu a coloquei no chão
E fui soprar para reativar as chamas,
Alguma coisa moveu-se e eu pude ouvir,
E, alguém me chamou pelo meu nome:
Apareceu-me uma jovem, brilhando suavemente
Com flores de maçãs nos cabelos
Ela me chamou pelo meu nome e correu
E desapareceu no ar, como um brilho mais forte.

Talvez eu esteja cansado de vagar em meus caminhos
Por tantas terras cheias de cavernas e colinas,
Eu vou encontrar o lugar para onde ela se foi,
E beijar seus lábios e segurar suas mãos;
Caminharemos entre coloridas folhagens,
E ficaremos juntos até o tempo do fim do tempo, colhendo
As prateadas maçãs da lua,
As douradas maçãs do sol.

O Escolhido da Fada
(1899)
O cavaleiro vinha de Knocknare
E, quando cruzava os áridos campos de
YeatsClooth-na-bare; ele sentia
Caolte agitando seus cabelos ardentes
E Niamh chamando Venha, Venha para cá
Esvazie seu coração de seu sonho mortal.
Os ventos acordaram, as folhas giram pelo ar,
Nossas faces estão descoloridas,
Yeatsnossos cabelos estão soltos,
Nosos peitos estão arfantes,
Yeatsnossos olhos tem um brilho fugidio,
Nossos braços estão acenando,
Yeatsnossos lábios estão entreabertos;
Venha! E se alguém olhar sobre
Yeatsnosso tão desejado vínculo,
Nós estaremos entre ele e os feitos das suas mãos,
Nós estaremos entre ele e as esperanças
Yeatsde seu coração.
O cavaleiro está seguindo velozmente ‘entre noites e dias’,
E, onde poderá haver esperanças ou feitos tão
Yeatsapraziveis e belos?
Seu companheiro Caolte agitando seus cabelos de fogo,
E Niamh chamando Venha, Venha para cá.

Que os Deuses os tenham junto a si,
e que um dia voltem, se assim tiver que ser, para agraciar o mundo com seu amor.

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Descobri, assim, por acaso, o FlickrRiver.

Mas não é por acaso que digo que ele é uma usina de nostalgia. Quando a gente olha para o rastro de fotos que deixou na rede, descobre muita coisa. Mas não há como passar incólume por um mergulho no próprio rio da memória fotográfica…

o homem e seu cigarro olham a montanha... (2003)

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Sempre foi minha a vida que elas me trouxeram.
Sempre foram minhas as alegrias, e as dores.
Sempre foi minha a vida que me roubaram.
Como meu era meu tempo, meu princípio
e meu fim.

Meu encanto e minha magia sempre foram minhas…
Minhas! Inalienavelmente minhas,
por mais que lhes tentasse atribuir
a quem mais me encantasse.

Sempre foi meu o encanto que eu respirava
e as coisas belas que dançavam em minha alma.
Sempre foi meu o meu tempo, meu espaço
e o mundo que fica do lado de lá.

Toda a beleza da vida, toda a magia,
sempre esteve aqui, esperando meu olhar,
como uma visita muito esperada
que espera pacientemente à porta.

Por vezes incontáveis eu esqueço,
que todo o meu mundo sempre foi,
sempre, inalienavelmente, para sempre,
meu.

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Vida é narrativa, uma história que a gente conta pra gente mesmo e para os outros. Quantas vezes ainda vou esquecer de mudar o disco, dar uma curva na narrativa e transformar a minha história em vez de apenas reclamar do dia ruim? Sempre acabo olhando para trás e rindo da minha cara.

Bem… ao menos eu dou risada.

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É incrível e maravilhoso como pequenas coisas podem nos arrancar do transe triste da depressão. As nuvens avançando no céu, rodeando o sol que dança entre as árvores ao som de tambor das trovoadas que rolam sobre as colinas… só isso, tudo isso… me fez me sentir vivo de novo!

Talvez hoje seja dia de dedicar algum tempo à minha escrita.

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Não é a primeira vez que as demandas da vida, e mesmo suas reviravoltas assustadoras, me tiram o chão para depois me deixar suavemente em novo solo — mais elevado. É batido dizer que há males que vem para o bem. Mas eles realmente existem, e os problemas dos últimos dias serviram não só pra me ensinar algumas boas lições, mas também para me dar mais clareza sobre quem sou, o que quero, o que gosto, e sobre como viver.

Tá. Estou falando um monte de frases batidas, mas o que posso fazer se este é o modo mais simples de dizer que estou agradecido por tudo que aconteceu, e me sentindo bem melhor comigo mesmo agora?

Pois é.

Seguimos vivendo e contando histórias…

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São coisas da Alma…

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São coisas da Alma…

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Faz tempo que não me sento para escrever aqui. Não por falta de vontade, ou de históris porvoando minha cabeça. Talvez por falta de disciplina, mas certamente também por falta de tempo. De qualquer forma, resolvi seguir o exemplo da Patinha e dar um sinal de vida.

Não tenho tido tempo, ou não tenho encontrado o momento, para escrever minhas histórias também. Nestes dias corridos (mas realmente muito bons) que tenho vivido, as histórias surgem, dançam e vão embora em minha cabeça. Há coisas mais importantes a se fazer em certos momentos da vida do que contar histórias.

Tem-se que viver um pouco também, de quando em quando.
De qualquer forma As Memórias do Fogo de Galeano tem me feito bastante companhia nestes dias também. Os contos de Angela Carter nem conseguem competir pela atenção que dou ao Galeano ultimamente :)

E assim seguem os dias, até a próxima curva da estrada ou a próxima história para contar.

Em tempo… Esqueci de comentar no post retrasado, mas foi a Patinha que me apresentou ao Galeano. Se hoje me apaixono por histórias latino-americanas mais do que pelas européias, a culpa é quase toda dela e do Galeano (com uma mãozinha do Garcia Marquez).

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